Com a alta demanda de internações de pacientes da Covid-19 em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) de hospitais, o uso de sedativos e bloqueadores neuromusculares, necessários para intubação de pacientes da doença, estão em falta no mercado. Diante disso, o Ministério da Saúde requisitou todo o estoque das fabricantes dos medicamentos, na última quinta-feira (18), segundo um dos principais fabricantes dos insumos no Brasil.
O laboratório Cristália, revelou em nota enviada à CNN, que ele e mais outros fabricantes receberam do Ministério da Saúde uma requisição administrativa pelos medicamentos. “Os produtos são, Cisatracúrio, Rocurônio, Atracúrio e Midazolam. Tanto os IFAs quanto os medicamentos finais são produzidos no Complexo Industrial Farmacêutico, Farmoquímico e de Biotecnologia do Cristália instalado em Itapira, no interior de SP”.
Em entrevista à CNN, Jonas Donizette, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, afirmou que, desde o ano passado, alerta o Ministério da Saúde sobre a possível falta de medicamentos para a intubação de pacientes graves do novo coronavírus.
Donizette disse ainda que as gestões municipais já estão trabalhando com uma rede de municípios que ainda possuem mais bloqueadores neuromusculares em estoque, para poderem socorrer outras cidades em situação crítica e podem ficar sem nada ainda, neste final de semana.
Ele explicou ainda que, sem o bloqueador neuromuscular, a intubação para o tratamento da Covid-19 não é eficiente.
Em nota, o Ministério da Saúde explica que, desde setembro de 2020, monitora medicamentos de intubação auxiliando estados e municípios a repor estoques e que a ação é ação de monitoramento do Consumo Médio Mensal é realizada pela pasta, em parceria com Conass, Conasems e Anvisa.
“Os dados recebidos de consumo médio mensal do Conass e Conasems são enviados para as indústrias com intuito de equalizar os estoques. As informações de produção e localização dos distribuidores são enviadas semanalmente às secretarias estaduais de saúde para facilitar a aquisição dos medicamentos”, diz.
O Ministério esclarece que essa ação evita que haja desabastecimento de medicamentos e que, a partir dos dados enviados pelos órgãos, a pasta realiza a distribuição para os estados com base em critérios como curva epidemiológica, cobertura menor que 15 dias, ausência de similaridade nos estoques, quantitativo de leitos, entre outros.
“A pasta já distribuiu mais de 6,1 milhões de medicamentos de intubação orotraqueal para todos os estados e Distrito Federal desde junho de 2020, conforme dados disponíveis no painel de medicamentos hospitalares na plataforma LocalizaSUS.”, diz a nota.



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