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Governo de Alagoas entra na Justiça para impedir venda segmentada da Braskem

Anúncio foi feito pelo governador Renan Filho; Estado espera pagamento de indenizações a famílias que vivem no Pinheiro, no Mutange e no Bebedouro


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  Fonte: Portal Gazetaweb - Por Larissa Bastos e Tatianne Brandão

Anúncio foi feito por governador durante coletiva de imprensa

Anúncio foi feito por governador durante coletiva de imprensa   Foto: Reprodução/Tatianne Brandão/Gazetaweb

Postado em: 07/06/2019 às 13:00:52

O Governo de Alagoas resolveu entrar na Justiça para impedir que a Braskem seja vendida de forma segmentada. De acordo com o governador Renan Filho, o objetivo é impossibilitar que Alagoas fique de fora de uma possível venda da empresa, apontada como causadora dos problemas nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, antes que seja resolvido o pagamento de indenizações para as famílias que vivem na região.

"A Braskem não pode ser vendida segmentadamente, vender uma parte e deixar a parte de Alagoas para honrar a eventual reposição pelos danos ambientais e a indenização para as famílias", ressaltou o governador na manhã desta sexta-feira, durante uma coletiva para falar sobre os números da violência no Estado.

Segundo ele, o processo está sendo tocado pela Procuradoria-Geral. "Havia uma especulação muito grande sobre a venda e o governo do Estado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, entrou na Justiça no sentido de solicitar uma decisão cautelar para que não haja divisão da empresa, que ela não seja vendida antes de resolver esses passivos ambientais e de indenização das famílias".

Renan Filho acrescentou ainda que a situação já vinha sendo discutida dentro da administração estadual. "Terminamos movimentando a Justiça hoje [nesta sexta-feira], mas já estamos discutindo essa questão há algum tempo", apontou. "Entramos na Justiça pedindo medida cautelar assessorando o trabalho do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública que já fizeram o pedido de bloqueio recursos".

"Entramos na Justiça para impedir a venda fatiada da Braskem. Vender parte do Sul, Sudeste e da Bahia pra cima e ficar com a parte de Alagoas porque isso ocorrendo, talvez, o que permanecesse dessa venda não fosse suficiente para garantir a indenização as famílias", expôs ele.

A venda da Braskem vinha sendo negociada pelo grupo Odebrecht, que possui 50,1% das ações com direito a voto. Já a Petrobras possui 47% do capital votante da petroquímica. A intenção era repassar o controle da companhia para a holandesa LyondellBasell, mas as negociações foram encerradas sem sucesso. O início das tratativas tinha sido anunciado em junho do ano passado. 

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