O governador Renan Filho (MDB) anunciou pelas redes sociais, na noite dessa terça-feira, 14, a regulamentação do uso da substância cloroquina para combater o coronavírus em pacientes com covid-19. A decisão foi oficializada nesta quarta, 15, depois da divulgação da portaria no Diário Oficial do Estado de Alagoas (DOE).
Apesar das avaliações possíveis para o tratamento do vírus, ainda não existe uma substância específica que resulte na cura da doença, porém conforme destacado a partir da página 20 do DOE, evidências científicas apontam um impacto favorável na evolução da covid-19 quando há o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com quadros leves, moderados e graves.
BAIXE AQUI O DOE DE 15 DE ABRIL DE 2020
Hidroxicloroquina
Testada com aparente sucesso em diversos ensaios clínicos na China e na França, o medicamento tem a vantagem de já ser aprovado para uso em seres humanos há décadas, sendo produzido em quantidades apreciáveis para tratar malária e doenças autoimunes (nas quais o organismo se volta contra si mesmo), como artrite reumatoide e lúpus. O uso indiscriminado contra a Covid-19 também traz a preocupação de que o medicamento acabe faltando para pessoas com essas doenças.
Em alguns testes, a hidroxicloroquina foi usada em combinação com o antibiótico azitromicina, que ajudaria a impedir que bactérias já presentes no organismo se aproveitassem da debilidade causada pelo vírus para agravar a pneumonia sofrida pelo paciente.
Alguns testes, porém, não mostraram grandes benefícios do uso se comparado ao tratamento padrão ou com medicamentos antivirais, dependendo do estágio da doença em que o remédio é administrado.
Efeitos colaterais e contraindicações
Pacientes com problemas de coração, psoríase e diabetes devem ter cuidado com o uso. Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, diarreia, vômitos e dores de cabeça. Também pode afetar a retina com o uso crônico (de longo prazo).



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