Geólogos iniciam estudo para medir resistência do solo no Pinheiro, em Maceió
Amostras serão colhidas até 31 de janeiro. Bairro sofre com rachaduras em ruas e imóveis desde o início do ano passado.

Fonte: G1 AL - Por Derek Gustavo
Equipamento vai medir a resistência do solo à penetração no bairro do Pinheiro, em Maceió Foto: Derek Gustavo/G1
Geólogos iniciaram nesta segunda-feira (21) um novo estudo no bairro do Pinheiro, em Maceió, para medir a resistência do solo. Os resultados devem ajudar a explicar as rachaduras que vêm se espalhando pela região desde o início do ano passado.
A equipe responsável pelo trabalho alerta aos moradores de que esse procedimento pode provocar muito barulho, mas que não oferece risco de provocar ou piorar a situação naquela área.
De acordo com o pesquisador em geociências Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Julio Lana, esse estudo é a sondagem a percussão, geralmente utilizada para medir a fundação de prédios, pontes e, dependendo do porte, também residências.
“O equipamento é formado por um tripé com um martelo de 65 quilos, que atinge um cilindro que é cravado no solo. A equipe conta o número de golpes necessários para cravar esse revestimento, de metro em metro, e pode atingir 20 metros. Esse tipo de ensaio é paralisado quando atinge uma resistência à penetração do equipamento, quando ele não consegue mais avançar”, explica Lana.
O pesquisador continua dizendo que “deixamos bem claro que esse ensaio é trivial no mundo da engenharia e geociências. Emite barulho durante a cravação do cilindro amostrador, mas nada que ofereça risco à população ou agrave o problema [das rachaduras]”.
Até o dia 31 deste mês, serão abertos 8 poços em pontos diferentes do Pinheiro. Os novos serão abertos a depender da conclusão da análise dos pontos anteriores (confira os locais no mapa abaixo).
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Mapa mostra locais onde serão feitos estudos de perfuração do solo no bairro do Pinheiro, em Maceió — Foto: Divulgação/CPRM
Essa análise será somada às outras que já vêm sendo realizadas por pesquisadores desde o ano passado. À medida em que forem concluídos, eles serão analisados juntos para, então, mostrar um raio-x da situação.
“Vamos coletar também amostras que depois faremos uma descrição tátil visual, que encaminharemos algumas ao laboratório para tudo ser analisado. A coleta vai até o dia 31, a sondagem termina daqui a duas semanas, mas pode ser que termine um pouco antes, e a gente precisa entregar um resultado preliminar. Esses resultados vão compor uma série de investigações, e o relatório final será entregue daqui a mais tempo", afirmou o pesquisador do CPRM.
O bairro do Pinheiro sofre com o surgimento de rachaduras desde o início de 2018. Equipes de geólogos estão realizando uma série de estudos, mas ainda não há uma explicação conclusiva sobre o problema. O Governo Federal reconheceu a situação de emergência na região e liberou recursos para o pagamento de aluguel social aos moradores, que estão deixando as áreas de risco.
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Martelo crava estaca no solo para medir a resistência; estudo está sendo realizado no bairro do Pinheiro, em Maceió — Foto: Derek Gustavo/G1


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