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Finados

Minha homenagem ao 'Dia dos Mortos'


Túmulo da família Fialho, em Pão de Açúcar (AL)

Túmulo da família Fialho, em Pão de Açúcar (AL)   Foto: Reprodução/Helio Fialho

Postado : 02/11/2021   /   por Helio Fialho

Dominado pela perdurável saudade e pelas lembranças de meus entes queridos, visitei o túmulo da “família Fialho”, construído nos idos de 1.800, na extinta taba dos índios Urumarys. *Neste mausoléu estão sepultados meu bisavô; algumas tias do meu genitor; meu pai e uma de minhas sobrinhas, que sequer viu a luz da Terra.

Também visitei outras tumbas, nas quais repousam os restos mortais de parentes; pessoas amigas; conhecidos e, até mesmo, desconhecidos.

O cheiro de parafina queimada desprendia-se da enorme quantidade de velas acesas naquele ambiente silencioso. O vento, que soprava suavemente, impregnava o espaço com um aroma de flores novas e variadas que foram ofertadas por parentes e amigos e ornamentavam os jazigos que tomavam toda a área sepulcral.

Não raramente, durante as horas em que estive visitando o aquele melancólico lugar, o profundo silêncio da cidade dos mortos fora quebrado com barulhos de rezas e prantos de viventes.

Embora não estejam mais presentes fisicamente entre nós, os vínculos familiares com os finados continuam muito fortalecidos.

Parei por alguns instantes e fiz uma prece ao Espírito Santo de Deus, para que Ele continue a nos consolar – porque é dantesca a dor da saudade que sentimos daqueles que já partiram para a Eternidade.

Sabemos que na cidade dos mortos não moram os espíritos dos falecidos – porque estes foram chamados para o outro lado da vida, a dimensão invisível aos olhos dos humanos. Contudo, as necrópoles guardam restos mortais e preciosas partículas da história de criaturas que vivem imortalizadas em nossas memórias – as quais são incessantemente lembradas. ("Finados" - texto escrito por Helio Fialho)

*Capitão José Targino Gonçalves Fialho (15/03/1893), Maria Roza Fialho Lima (20/11/1907), Secundina Amélia Fialho Pinto (24/12/1913), João Fialho de Mello (06/02/1976), Letícia Fialho (09/05/2006).

 

Jazigo da família Fialho, construído nos idos de 1800, no Cemitério São Francisco de Assis em Pão de Açúcar(AL). Foto: Reprodução/ Helio Fialho

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