Festa de Bom Jesus dos Navegantes – domingo de praia, procissão fluvial e atrações musicais
A programação está voltada para a orla fluvial.
Festa de Bom Jesus dos Navegantes - Pão de Açúcar, AL Foto: Divulgação/imagem ilustrativa
Hoje é o domingo de encerramento das festividades de Bom Jesus dos Navegantes. A programação está voltada para a orla fluvial. O tradicional banho de rio, onde a Praia do Velho Chico fica superlotada de pessoas de todas as idades, vindo de todos os lugares, transformando, assim, a praia em um formigueiro humano.
Também vai acontecer a tradicional Corrida de Canoas, onde canoas e botes com seus panos abertos e de cores diversas estarão disputando a prova. Esta competição é conotada de grande beleza, onde as embarcações em disputa assemelham-se a borboletas de asas multicoloridas abertas e sopradas pelo vento.
O ponto culminante das comemorações religiosas é a procissão fluvial de Bom Jesus dos Navegantes, com saída da Praça do Bonfim, às 8 horas da manhã, em direção ao porto da balsa, de onde sairá o cortejo fluvial pelas águas do Velho Chico.
E a partir do meio-dia, no palco da Avenida Ferreira de Novais, a programação musical terá início com dois shows que encerrarão por volta das cinco horas da tarde – Banda Cheuel e o cantor baiano Tatau. À noite, às 21 horas, show católico com a Banda Vida Reluz, encerrando a edição 2017 da tradicional Festa de Bom Jesus dos Navegantes.
Dicas para evitar os perigos do rio
Os banhistas precisam estar atentos, principalmente, prevenidos contra a insolação e afogamento. O uso de protetor solar é indispensável para quem vai ficar exposto ao sol. Repetir a aplicação do protetor solar a cada três horas.
Para quem vai tomar banho de rio, a melhor opção é frequentar lugares rasos e bem frequentados. É aconselhável que estejam sempre acompanhados ou próximos de pessoas que sabem nadar. Os pais nunca devem deixar as crianças sozinhas dentro do rio, para evitar afogamento, e nem deixar as crianças sozinhas na praia, para não perdê-las de vista, pois a curtição da festa pode se transformar em pesadelo.
Bebida alcoólica não combina com banho de rio. Se a pessoa estiver em estado etílico nunca deve mergulhar no rio. Neste caso, sempre é bom estar acompanhada de mais de uma pessoa que saiba nada, para evitar afogamento.
Em caso de cair em área profunda e não puder sair do local, levante o braço e peça socorro, porém, não entre em desespero e procure manter a calma, pois o desespero é a causa de muitos óbitos por afogamento.
Se a pessoa não sabe nadar, é indispensável o uso do colete salva vida. Durante o passeio de barco nunca dispense o uso do colete salva vida. É obrigação da embarcação disponibilizar uma quantidade de coletes igual ou superior a quantidade de passageiros (lotação), nunca uma quantidade inferior.
O som dos paredões
O som ensurdecedor de paredões invadiu, descontroladamente, ruas, praças e casas de famílias nesta festa de Bom Jesus dos Navegantes. Sem nenhum controle e respeito às pessoas idosas e enfermas, jovens se divertem ao som de paredões que atingem decibéis insuportáveis à audição humana.
Jamais seremos contra jovens se divertirem, pois a juventude precisa de lazer, além de estudo e trabalho. Entretanto, em se tratando de som de paredão, é preciso reservar um espaço específico e adequado à realidade deste tipo de som ensurdecedor que perturba o sossego alheio.
Nenhum morador está suportando o barulho de dezenas de carros sonorizados, os cruéis paredões, estacionados nas praças da Avenida Bráulio Cavalcante, em frente às residências, impedindo que os moradores conversem e repousem, principalmente, os mais idosos. E o mais grave: os jovens curtem diversas músicas ao mesmo tempo, transformando o ambiente em uma barulheira geral, um frenesi insuportável.
Não somos contra que a juventude se divirta, mas é preciso, também, que os jovens olhem para as outras pessoas que estão incomodadas, em especial, para as idosas e enfermas.
Qualquer autoridade que permite uma falta de respeito desta grandeza, é cúmplice, também, desta desordem, poluição sonora e crime ambiental.
Que não haja a proibição porque é um direito. Mas o direito de uma pessoa somente pode começas quando terminar o direito da outra. Que os paredões voltem a ter um espaço exclusivo e afastado do centro da cidade, nos próximos eventos. Urge as autoridades controlarem esta praga nociva à saúde humana, que invade a nossa cidade nos períodos de festejos populares.


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