POLÍCIA

Familiares viram sangue na água do esgoto antes de acharem o corpo de criança morta pela mãe, diz delegado

Sanidade mental da autora deve ser avaliada pelo Judiciário somente após entrega de inquérito detalhado pela polícia, diz Hugo Leonardo


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  Fonte: Com Gazetaweb - Por Luan Oliveira

O delegado Hugo Leonardo...

O delegado Hugo Leonardo...   Foto: Reprodução/Gazetaweb

Postado em: 25/01/2021 às 18:01:28

Familiares da criança morta na cidade de Maravilha, no Sertão Alagoano, cuja mãe é a principal suspeita do crime, só se deram conta de que algo poderia ter acontecido com a menina após observarem sangue misturado à água que descia pelo ralo que dá para o esgoto no quintal da residência. A informação foi repassada pelo delegado Regional de Santana do Ipanema, Hugo Leonardo, que deu detalhes do caso em vídeo divulgado pela Polícia Civil.

A criança, segundo relata o delegado, estava ausente fazia um tempo e a mãe estava dentro do banheiro também há um bom tempo. Ao ver o sangue através do ralo que leva ao esgoto, os familiares correram e arrombaram a porta do banheiro, onde encontraram a menina em óbito e a mãe, ao seu lado, com uma tesoura nas mãos.

Os olhos da criança haviam sido arrancados, assim como a língua, detalhe do caso que chocou os alagoanos. O crime ocorreu no final da tarde desse domingo (24), e repercutiu nesta segunda-feira (25). “Esses detalhes vão ser informados com a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal de Arapiraca”, disse o delegado sobre como a criança morreu.

A mãe estava transtornada e foi levada a um hospital, onde foi medicada. De lá, foi encaminhada, inicialmente, para a Delegacia de Delmiro Gouveia, onde foi autuada em flagrante delito. “O flagrante foi confeccionado e encaminhado ao Poder Judiciário. Ela encontra-se presa e vai responder por esse crime bárbaro”. Um inquérito policial está sendo instaurado e será conduzido pelo delegado Diego Nunes, titular de Maravilha, que deve encaminhá-lo ao Judiciário.

Os familiares da acusada afirmaram que ela era portadora de distúrbios psicológicos. Tal alegação deverá ser atestada pelo Judiciário após o inquérito ser remetido, informou o delegado.

 

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