Ex-prefeito de Palestina, AL, mandou simular assalto para matar caseiro, diz SSP
Júnior Alcântara dizia que documentos que incriminavam a atual gestão foram roubados na ocasião. Ele e vereador que o ajudou foram presos na sexta (22).

Fonte: G1 AL
Ex-prefeito de Palestina encomendou morte de caseiro para simular assalto Foto: Reprodução
A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) informou nesta terça-feira (26) que o ex-prefeito de Palestina Júnior Alcântara (PMDB) e o vereador Luciano Lucena (PMDB), ambos presos na última semana, contraram criminosos para simular um assalto e assassinar o caseiro de Alcântara.
Segundo a polícia, com ajuda de Lucena, Júnior Alcântara contratou três homens para matar o caseiro dele, Zenóbio Gomes Feitosa, 60. A vítima foi sequestrada no dia 27 de maio e o corpo foi encontrado no dia seguinte, no município de Jacaré dos Homens.
O ex-prefeito informou à polícia que no assalto à chácara dele foram roubados documentos que comprovavam crimes da atual gestão. A existência destes documentos, porém, ainda não está confirmada.
"Ele [o ex-prefeito] foi o autor intelectual do crime, infelizmente pegou toda a polícia de surpresa. Temos provas irrefutáveis do envolvimento do ex-prefeito Junior Alcântara com esse crime. Seria um crime perfeito. Por exemplo, eu tenho um caseiro, caseiro é sequestrado, levam documentações que iria utilizar para incriminar supostas irregularidades na gestão atual da prefeitura de Palestina", disse o delegado Mário Jorge, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).
Ainda segundo o delegado, o que ficou comprovado, entretanto, foi que o caseiro de Alcântara tinha sido usado como laranja.
"A investigação avança ainda quando foi constatado que o Junior Alcântara teria usado o nome do caseiro como laranja na compra de veículos e máquinas. Claramente está comprovado que ele utilizou o nome do cidadão sem o conhecimento do próprio", explicou Mário Jorge.
Os criminosos contratados para executar o caseiro foram identificados como Daniel da Silva Carvalho, o "Daniel Gordinho"; José Edilson Pinheiro da Silva "Sula"; e Thiago Correia de Brito. Eles foram presos no dia 24 de outubro.
Segundo o delegado, a polícia conseguiu descobrir ligações telefônicas entre o ex-prefeito e os suspeitos de cometerem o crime. Foi assim que perceberam o envolvimento de Júnior Alcântara. O vereador Luciano Lucena, por sua vez, tinha contatos com o grupo.


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