Entidades judaicas no Brasil condenam ataque à Israel pelo Hamas: 'terror injustificável', diz Conib
Comunidade judaica pede que

Fonte: G1São Paulo
Fumaça é vista após ataques israelenses a Gaza no dia 7 de outubro de 2023 Foto: Reprodução/G! São Paulo/Mohammed Salem/Reuters
A Federação Israelita do Estado de São Paulo e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenaram neste sábado (7) os ataques do grupo Hamas contra Israel, que deixou dezenas de mortos e feridos.
As entidades que representam as comunidades judaicas no Brasil afirmaram que o estado de guerra decretado pelo governo do país do Oriente Médio é um “direito legítimo de autodefesa”.
“A Conib condena o vil ataque terrorista em larga escala contra Israel promovido pelo grupo terrorista palestino Hamas e seus apoiadores. A comunidade judaica brasileira se solidariza com Israel e seu povo e urge as autoridades brasileiras a condenarem com máximo vigor esse ato de guerra e terror injustificável”, disse a entidade.
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Mapa mostra conflito em Israel — Foto: Arte/g1/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/A/9/zrAbCBRTSJAHc2KwcYxA/conib.jpg)
Nota oficial da Confederação Israelita do Brasil (Conib) sobre os ataques deste sábado (7). — Foto: Reprodução
“Israel foi atacado hoje pelo grupo terrorista Hamas, em um ataque surpresa que fere a soberania nacional israelense. Israel, assim como todos os países do mundo, tem o direito e o dever de proteger seu território e sua população”, declarou a entidade.
“Em 75 anos de conquistas tecnológicas, educacionais, agrícolas e de saúde, Israel segue como a única democracia do Oriente Médio e o único país daquela região onde, registre-se, se respeita a liberdade religiosa de judeus, cristãos e muçulmanos”, afirmou.
“Israel defenderá seus cidadãos diante desse ataque, como qualquer país faria”, completou.
Já a Federação Israelita do Estado de São Paulo afirmou os ataques do grupo Hamas “fere a soberania nacional de Israel”, que tem seu total “direito de autodefesa” ao iniciar um processo de guerra.
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Nota da Federação Israelita do Estado de São Paulo sobre os ataques do Hamas — Foto: Reprodução
O Instituto Brasil-Israel também repudiou os ataques e disse que conclamou "todas as vozes do diálogo, países e organismos internacionais, a condenarem a ação".
"Repudiamos o ataque terrorista sem precedentes, orquestrado pelos grupos terroristas Hamas e Jihad Islâmica, ao Estado de Israel e sua população civil, na manhã deste sábado. Expressamos nossa solidariedade e respeito às vítimas dos atentados, seus familiares e à soberania de Israel. Conclamamos todas as vozes do diálogo, países e organismos internacionais, a condenarem a ação de terroristas e a morte de civis, na construção de um caminho que evite o prolongamento da tragédia e uma solução definitiva para os desafios na região", disse a nota da entidade.
Ataque com bombas
O movimento islâmico armado Hamas bombardeou Israel na manhã deste sábado (7), pelo horário local, em um ataque surpresa considerado um dos maiores sofridos pelo país nos últimos anos.
Os ataques aconteceram principalmente na parte sul do país. Milhares de foguetes foram lançados e, em comunicado, os militares de Israel afirmaram que “vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”.

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O grupo Hamas reivindicou o ataque e afirmou se tratar do início de uma grande operação para a retomada do território (entenda mais abaixo). Segundo os serviços de emergência de Israel, ao menos 40 pessoas morreram e outras 740 ficaram feridas.
Em resposta aos ataques, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país está em estado de guerra. O premiê lançou a operação "Espadas de Ferro" e convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança. O país convocou uma grande quantidade de reservistas.
"Estamos em guerra e vamos ganhar", disse Netanyahu. "O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu."
O ministro da Defesa do país, Yoav Galant, afirmou que o Hamas cometeu um "grande erro".
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Homem corre após explosão provocada por foguete lançado da Faixa de Gaza, em Israel, em 7 de outubro de 2023 — Foto: REUTERS/Amir Cohen
O premiê israelense também pediu aos cidadãos que sigam as instruções de segurança. A recomendação é que as pessoas fiquem próximas a prédios e espaços protegidos.
“As Forças de Defesa de Israel defenderão os civis israelenses e a organização terrorista Hamas pagará um alto preço pelas suas ações”, disse o comunicado divulgado pelos militares israelenses.
O que se sabe até agora?
????Antes: o conflito entre Israel e Palestina se estende há décadas. Em sua forma moderna remonta a 1947, quando as Nações Unidas propuseram a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina sob mandato britânico. Israel foi proclamado no ano seguinte. Desde então, há uma disputa por território. Desde então, vários acordos já tentaram estabelecer a paz no território, mas sem sucesso.
Neste sábado, um ataque surpresa do movimento islâmico armado Hamas em Israel deixou o país em estado de guerra.
Segundo um alto comandante militar do Hamas, 5 mil foguetes foram lançados contra o país do Oriente Médio. Sirenes de avisos de bombardeios foram relatadas em várias regiões de Israel, incluindo Jerusalém. Há registros de edifícios danificados em Tel Aviv e em outras cidades.

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Segundo a imprensa israelense, homens armados atiraram contra pedestres na cidade de Sderot, no sul do país. Imagens que circulam pelas redes sociais indicam haver um confronto nas ruas da região.
“Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação”, afirmou Mohammad Deif, comandante do Hamas.
Segundo a mídia palestina, vários israelenses foram feitos prisioneiros por combatentes. O Hamas ainda divulgou imagens mostrando o que seria um tanque israelense destruído.
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Hamas afirmou que 5 mil foguetes foram lançados da Faixa de Gaza — Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
De acordo com informações de agências de notícias, pelo menos 22 pessoas morreram e outras 545 ficaram feridas. Ambulâncias trabalham em várias regiões do país.
O grupo Jihad Islâmica Palestina disse que seus combatentes se juntariam ao Hamas no ataque contra Israel.
“Fazemos parte desta batalha, os nossos combatentes estão lado a lado com os seus irmãos nas Brigadas Qassam até que a vitória seja alcançada”, disse o porta-voz do braço armado da Jihad Islâmica, Abu Hamza, no Telegram.
Com a crescente de ofensivas, vários líderes mundiais condenaram o ataque do Hamas contra Israel.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Tierk, afirmou estar chocado com os ataques e apelou ao fim imediato da violência em Gaza.
“Este ataque está tendo um impacto horrível sobre os civis israelenses”, disse Tuerk em comunicado. "Os civis nunca devem ser alvo de ataques."
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O Hamas é o maior dentre diversos grupos de militantes islâmicos da Palestina. — Foto: Anadolu via BBC
O que é o Hamas?
O Hamas é o maior dentre diversos grupos de militantes islâmicos da Palestina. O grupo como um todo, ou em alguns casos sua ala militar, é classificado como terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, bem como outras potências globais.
O nome em árabe é um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica, que teve origem em 1987 após o início da primeira intifada palestina, ou levante, contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu a Palestina histórica, incluindo a atual Israel, como terra islâmica e exclui qualquer paz permanente com o Estado judeu. O documento também ataca os judeus como povo, fortalecendo acusações de que o grupo é antissemita.


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