NOTÍCIAS

Em três anos, hospital em AL atende a mais de duas mil mulheres violentadas

Foram 2.133 vítimas de violência sexual e física; Arapiraca tem maior nº. Em Maceió, chegam 100 casos ao Juizado da Mulher todos os meses.


icon fonte image

  Fonte: G1 AL

Número de casos foi divulgado nesta terça-feira (7)

Número de casos foi divulgado nesta terça-feira (7)   Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta

Postado em: 08/03/2017 às 09:52:11

A Unidade de Emergência do Agreste acolheu 2.133 mulheres que sofreram violência física e sexual nos últimos três anos, é o que informou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Alagoas nesta terça-feira (7).

As vítimas são de 46 municípios localizados no Agreste, Sertão e Baixo São Francisco, que integram a I Macrorregião de Saúde.

Do total de atendimentos, 765 ocorreram em 2014, 717 em 2015 e 651 no ano passado, de acordo com o serviço de Vigilância Epidemiológica da UE do Agreste.

Os dados têm como base o relatório do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde (MS). Ainda conforme o relatório, as maiores vítimas são mulheres jovens, na faixa etária entre 15 e 39 anos.

Os casos de espancamento lideram as agressões a mulheres e os estupros correspondem a 77% dos casos de atendimentos.

Arapiraca
Segundo a coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar, a assistente social Ana Lúcia Alves, o município de Arapiraca tem o maior número de ocorrências de agressões físicas e sexuais contra mulheres.

Nos últimos três anos, foram 22 casos de violência sexual e 935 de agressões físicas residentes naquele município.

Processos
O número de processos envolvendo violência contra a mulher em Alagoas atualmente são cerca de 15 mil, sendo quase 8.900 penais. De acordo com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), a cada mês, aproximadamente 100 casos chegam ao Juizado da Mulher de Maceió.

Ainda segundo o TJ, a maioria dos processos no Juizado é referente a crimes de lesão corporal e ameaça, normalmente causados pelo companheiro, namorado ou marido da vítima.

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem