Em quantos dias se faz um músico?
Aula do maestro Petrúcio Ramos – em homenagem ao Dia do Músico.

Fonte: Maestro Petrúcio Ramos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Maestro Petrúcio Ramos
Em homenagem ao Dia do Músico, comemorado no dia 22 deste mês, estamos publicando uma aula de música, de autoria do maestro Petrucio Ramos, na qual o abnegado e competente maestro pão-de-açucarense transmite uma partícula do vasto conhecimento musical que ele possui.
A expiração, ao se tocar um instrumento, é ativa, pois o diafragma deve contar com o apoio de toda musculatura da parede abdominal e da cintura para manter a pressão e a constância do fluxo de ar. Se nós contrairmos essa musculatura de apoio já na inspiração, além de stress desnecessário, teremos como coo como consequência a contração das cordas vocais (percebidas por nós como garganta). Essa contração faz com que a energia conduzida pela coluna de ar, em vez de chegar ao instrumento fica represada dentro do corpo do músico, causando uma queda geral de desempenho.
Em quantos dias se faz um músico?
Dizem alguns que Deus levou sete dias para fazer o mundo; outros que ele levou milhões de anos. Qualquer que seja o tempo exato nada surgiu instantaneamente. Nem o mundo nem o músico. Não tente aprender em um dia aquilo que você não soube (ou não quis saber) por muitos anos! Esses exercícios atuam diretamente sobre as funções vitais do corpo humano; principalmente sobre o sistema circulatório. Por esses motivos, comece praticando levemente alguns exercícios por um curto período de tempo e vá aumentando a intensidade e a quantidade nos poucos, conforme você se sentindo mais fortalecido e seguro.
E na hora de tocar?
É muito simples e interessante trabalhar todos esses músculos que estão implicados na respiração individualmente. Porém, no momento da execução eles devem funcionar todos automaticamente e nossa atenção deve estar voltada para o fraseado e a interpretação. Existem alguns exercícios simples e que nos ajudam a aplicar a técnica da respiração corretamente na hora da execução:
1.Tocar uma nota por 10 segundos ou mais em plano. Deve-se manter a afinação e a intensidade constantes do começo ao fim da nota.
2.Atacar uma nota pianíssimo e lentamente crescer até o fortíssimo. É muito importante que o crescendo seja uniforme e que a nota termine no volume máximo.
3.Atcar uma nota sforzzatíssimo, caindo para um pianíssimo súbito e, em seguida, crescer até um fortíssimo.
4.Começar a soprar suavemente no bocal aumentando a velocidade do ar até que uma nota comece a soar em pianíssimo. Crescer até um fortíssimo e decrescer a até um pianíssimo quase imperceptível.
Todo esses exercícios devem ser feitos o mais lentamente possível, começando-se na região central e posteriormente ampliando-os para as regiões grave a aguda.
Fotos: Reprodução/Redes Sociais


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