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Em pleno Dia de Finados, ao visitar o cemitário de minha cidade, aprendi lições extraordinárias!

Todos os meus antepassados trabalharam, juntaram, construíram, brincaram, riram, choraram, adoeceram, morreram e desceram ao sepulcro, porém, nada puderam levar para o outro lado da vida porque, para lá, não se leva absolutamente nada.


Cemitério - Imagem ilustrativa

Cemitério - Imagem ilustrativa   Foto: Reprodução/Google

Postado em: 02/11/2019 às 11:41:50   /   por Helio Fialho

Naquele dia dedicado aos finados fui visitar o jazigo de minha família. Lá, estavam os restos mortais de várias gerações de meus familiares. Enquanto eu fazia uma prece, veio-me o pensamento sobre nossa breve passagem na Terra.  Afinal, todos os que desceram ao sepulcro tiveram seus dias de felicidade, tristeza e decepção. E não há exceção. Até Cristo, o filho do Altíssimo, viveu esta realidade.

Todos os meus antepassados trabalharam, juntaram, construíram,  brincaram, riram, choraram, adoeceram, morreram e desceram ao sepulcro, porém, nada puderam levar para o outro lado da vida porque, para lá, não  se leva absolutamente nada.  Tudo fica no plano terreno, até as lembranças boas e ruins. E, em se tratando de “dimensão dos espíritos”, todas as coisas que conquistadas por alguém, neste mundo, de forma honesta ou desonesta, são intransponíveis, isto é, não podem ser transportadas.

Logo após a minha prece em sufrágio dos saudosos entes queridos, visitei outros túmulos e pude ver jazigos suntuosos e sepulturas desprovidas de qualquer ostentação, de acordo com a condição financeira de cada pessoa e família.

Compreendi que imagens, crucifixos, molduras, lápides, flores, que ali estavam expostas, não passam de mera ornamentação de tumbas caiadas. Tais alindes em nada contribuem para a elevação do finado no plano espiritual e tampouco influenciam no julgamento divino que cada espírito haverá de passar.  Os bens materiais são coisas pertencentes aos terráqueos humanos.  E tudo não passa de uma grande ilusão.

Também li  várias inscrições esculpidas em lápides de mármore e em placas de metal, nas quais muitos defuntos ostentavam antes do nome o título de “doutor”, o que me fez deparar-me com outra dura realidade: os diplomas, os anéis de brilhante, os cargos, a posição social, o prestígio, a fama e outras tantas conquistas terrenas não têm valor algum perante o nosso Deus Poderoso.

Na antiga necrópole de minha cidade, onde o sossego sempre domina o ambiente, percebi o silêncio ser quebrado com soluços e rogações de alguns visitantes traídos pela grande emoção e saudade, logo às primeiras horas. Choro, dor, desolação, saudade, pesar, invocação, coroas de flores e velas fazem parte da celebração aos mortos. 

 Diante de tudo o que pude compreender durante a minha visita ao cemitério, onde fiz minhas reflexões, aprendi lições extraordinárias sobre a vida, as quais somente mencionarei algumas, na tentativa de ajudar alguém  a evoluir durante sua breve passagem por este mundo para o outro lado da vida , sabendo que somente pode leva as boas ações praticadas. Mesmo assim, quem morre não pode leva-las porque as boas obras já estão anotadas no caderno de Deus.     

Partindo desta realidade, de nada vale brigar com a família e com os amigos, por causa de escolhas.  Saiba que o livre arbítrio é dado a cada pessoa.

 Em vão é tornar-se escravo do trabalho, juntar bens materiais, esquecer os amigos e desprezar os bons momentos com a família. Porque quando a morte chegar, a qualquer hora, você deixa para os outros todos os bens materiais, que passou toda a sua vida juntando.

Há pessoas que fazem questão de ser notadas e, por isso, destacam-se nas primeiras filas de lugares e eventos sociais, porém, por não fazerem pelo semelhante, não passam de sepulcros caiados – por fora são belas e, por dentro, são podres. E, quando morrem, elas ficam jogadas, sofrendo na última fila da multidão atormentada na Eternidade – porque ninguém jamais consegue enganar a Deus.

É mais prazeroso ser uma pessoa humilde, desprovida de qualquer riqueza e bens materiais, e ter o coração generoso, voltado para ajudar o próximo.

De nada serve  ser uma pessoa rica à custa de atos desonestos, pois, quando morrer , na  Eternidade prestará contas de tudo o que fez, de bom e ruim  E do julgamento e sentença divina ninguém se livrará  porque Deus é o Justo Juiz e  jamais será corrompido.

O indivíduo que dedica seu tempo a desejar o mal ao próximo, se sentindo feliz com a infelicidade de outras pessoas, saiba que tudo o que for semeado, também será colhido. É por isso que, muitas vezes, uma pessoa passa por um problema grave de saúde na família ( ou com ela própria) ou, ainda, mergulha numa grande crise financeira, as coisas ruins começam a acontecer dentro do lar, atingindo os membros da família,  certamente é o retorno das coisas ruins que o indivíduo semeou para prejudicar os outros.

Se você não consegue prosperar na vida, vive continuamente jogado no vale de ossos secos, esvazie-se da inveja e do orgulho e faça sempre o bem sem olhar a quem. Somente assim você sentirá uma grande transformação na sua vida.

Estas são algumas lições de vida que aprendi ao visitar o cemitério em pleno Dia de Finados.

Que Deus nos dê força e fé!

Paz, Luz, Contentamento!!!     

 

 

 

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