Dez meses após abalos e rachaduras, Prefeitura vai decretar estado de emergência no Pinheiro
Os moradores do bairro estiveram reunidos nesta manhã para cobrar das autoridades competentes respostas concretas sobre causas que provocaram diversas rachaduras nos imóveis.

Fonte: Cada Minuto
Rachadura em imóvel no Pinheiro Foto: Manuel Salviano - Cortesia
O coordenador da defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos informou nesta terça-feira, dia 04, que a Prefeitura de Maceió vai decretar estado de emergência no bairro do Pinheiro. O decreto sairá na edição do Diário Oficial do Município de amanhã, dia 05.
Segundo o coordenador a medida segue o protocolo recomendado pela Defesa Civil Nacional e acontece após dez meses dos abalos e tremores que deixaram diversos imóveis danificados e interditados. "Até o momento 60 unidades foram desocupadas, mas é possível que outras 30 ou 40 precisem ser interditadas", comentou Dinário à reportagem do CadaMinuto.
Os moradores do bairro estiveram reunidos nesta manhã para cobrar das autoridades competentes respostas concretas sobre causas que provocaram diversas rachaduras nos imóveis.
Após o aparecimento das rachaduras, muitos moradores tiveram que deixar suas casas e alguns prédios foram interditados pela Defesa Civil. Desde o mês de março, estudos e mapeamentos foram realizados para avaliar a área, mas até o momento os moradores não obtiveram nenhuma resposta sobre o problema e continuam sem poder retornar aos seus imóveis.
Existe uma suspeita de que os danos nos imóveis tenham sido provocados pela operação da Braskem. O protesto foi um pedido de socorro dos moradores, já que muitos estão morando esse tempo em casas de parentes ou amigos.
O caso
Em fevereiro, fortes chuvas que caíram na capital abriram fissuras nas ruas do bairro do Pinheiro que se agravaram após o tremor de terra do dia 03 de março, sentido em diversos pontos da capital alagoana. No bairro os moradores relataram que sentiram o abalo de forma mais intensa.
Dias depois começaram as fendas que estavam no asfalto e as rachaduras das calçadas começaram a invadir casas e apartamentos. Dai por diante moradores começaram a conviver com o medo das residências desabarem o que levou muitos deles a deixar os imóveis.
No dia 12 do mesmo mês técnicos da CPRM estiveram na região afetada e avaliaram os imóveis danificados e não descartaram que a causa pudesse ser uma falha geológica, problemas na tubulação ou concentração de água no solo.
Em junho um grupo de trabalho criado para dar continuidade aos estudos e a investigação foi discuta em Brasília, com o Governo Federal, após a emissão do laudo elaborado pelos professores doutores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que iniciaram os levantamentos e recomendaram estudos mais aprofundado.


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