Deputado Inácio Loiola publica vídeo questionando sobre atual vazão da Barragem de Xingó
'Essa água está saindo pelo vertedouro, o que poderia, desses 4.000m²/s, se aproveitar, pelas turbinas, 3.000m²/s para gerar energia'

Fonte: Por Helio Fialho
Deputado Inácio Loiola publica vídeo questionando sobre atual vazão da Barragem de Xingó Foto:
Um vídeo gravado e publicado pelo deputado estadual por Alagoas, Inácio Loiola (PDT), está viralizando nas redes sociais. No vídeo, Inácio Loiola, que é um dos grandes conhecedores e defensores do rio São Francisco, fala sobre a vazão praticada pela Chesf e faz duras críticas à Companhia Hidrelétrica do São Francisco por não ter aproveitado as água da vazão para gerar energia elétrica, causando prejuízos aos municípios ribeirinhos, que deixam de receber o ICMS para fortalecer suas economias.
“Barranqueiros do Baixo São Francisco, eu venho acompanhando o aumento da vazão do rio São Francisco, mais precisamente na região estuária, e quero dizer que enquanto a vazão estiver em torno de quatro mil metros cúbicos por segundo, como está hoje, não corre risco a nenhum barranqueiro do Baixo São Francisco, a não ser que essa vazão venha aumentar. Quero dizer, também, que a minha preocupação é pelo fato de essa água, que está sendo liberada pela Barragem de Xingó, não está servindo para gerar energia. É inexplicável o porquê disso. Essa água está saindo pelo vertedouro, o que poderia, desses quatro mil metros cúbicos por segundo, se aproveitar, pelas turbinas, três mil metros cúbicos por segundo. E o que acontece mais: é que esses municípios que são contemplados com a geração de energia (isso faz com que aumente o ICMS) estão sendo, também, prejudicados”, disse Inácio Loiola.
Porto organizado na "Ladeira de Zé Pinto" (Pão de Açúcar) para as balsas 24 Horas, Foto: Notícia Quente/Helio Fialho
Também não satisfeitos com a atitude imperativa da Chesf, alguns empresários do transporte fluvial, sentindo-se prejudicados, estão tecendo críticas à Companhia por praticar bruscas variações nas vazões, sem a devida comunicação prévia, contrariando a programação prevista e comunicada por meio de cartas-circulares.
Nessa quarta-feira (26), o empresário José Antônio Silva Gonçalves, um dos proprietários da Empresa Fluvial São Francisco (Balsa 24 Horas) manifestou sua indignação para com o comportamento da Chesf, no tocante às oscilações de vazões, através do telejornal da Globo Sergipe e, ainda, do portal Notícia Quente. Ele reclamou que essas variações de vazões praticadas pela Chesf, estão contrariando a programação anunciada por meio de cartas-circulares, provocando, assim, enormes prejuízos à empresa que, baseada nas informações previamente anunciadas, investiu na organização de novos portos para as balsas, adequando-os à realidade atual do rio.
Contudo, devido às variações nas vazões defluentes, fora do anunciado pela Chesf, esses portos improvisados ficam impossibilitados de atracar as balsas porque a lâmina de água no local é insuficiente e, por isso, a área de navegação fica comprometida.
“Com o anúncio da Chesf sobre a cheia do rio, investimos na organização de novos portos para as balsas, para possibilitar o transporte fluvial (travessia) de veículos, contudo, devido a essas variações sem qualquer explicação e sem avisos, feitas pela Chesf, com o aval da ANA, tivemos que suspender a travessia de caminhões porque paramos as balsas grandes e estamos atravessando somente carros de pequeno porte, em uma balsa com capacidade para transportar três veículos pequenos em cada travessia, isso por causa das inesperadas oscilações de vazões, o que danifica os portos que improvisamos, devido à falta de lâmina d´água”, disse o empresário.
“Se a Chesf estivesse obedecendo à programação de vazões previamente anunciada, com base na qual organizamos os novos portos, não teria nenhum problema, porém, da maneira que estão fazendo, fugindo do programado, não existe condição de as balsas grandes atravessarem carros de grande porte, pois, a área do trajeto feito por elas fica comprometida por causa dos bancos de areia que danificam os motores e encalham as embarcações”, finalizou José Antônio Silva Gonçalves.
É importante destacar que a vazão defluente anunciadas pela Chesf, no Reservatório de Xingó, foi de 4.000m²/s, para o dia 24 deste mês, porém, segundo o empresário José Antônio Gonçalves, as vazões estão sendo modificadas sem justificativa e comunicado prévio aos usuários do rio.
“Ontem (dia 25), a vazão estava em 4.000m²/s, hoje eles reduziram, sem nenhum aviso e sem nenhuma explicação, para 3.200m²/s. Antes de ontem (24), à noite, a vazão foi para 4.500m²/s, inundando um dos nossos portos (porto Maria Duarte), que estava sendo usado. Devido a essa inundação, tivemos que mudar para outro porto (porto Zé Pinto), onde foi normal a travessia durante todo o dia, pois a vazão defluente praticada foi de 4.000m²/s e, nesta quarta-feira (26), sem nenhuma explicação, eles baixaram a vazão para 3.200m²/s, inviabilizando, também, este porto, que já apresenta bancos de areia, impedindo o trajeto das balsas grandes. Pela primeira vez na história tivemos que parar o transporte de caminhões nas balsas grandes, devido a essas oscilações praticadas pela Chesf”, finalizou o empresário.
Com vazão de 4.000m²/s mantida pela Barragem de Xingó, fica normalizada a travessia de camihões nas balsas
Desde às 06h da manhã desta quinta-feira (27), as balsas grandes voltaram a trasnportar veículos de grande porte (caminhões e tratores , fazendo a travessia para Nitéroi(SE) e Pão de Açúcar(AL). O porto localizado na "Ladeira de Zé Pinto" está sendo utilizado pelas balsas para realizarem a travessia, segundo informações confirmadas pelo empresário José Antônio Silva Gonçalves.
Espera-se ao menos que a Chesf resolva estes problemas, já que deixou de resolver tantos outros considerados graves, ao longo de todo esse tempo, deixando os municípios ribeirinhos com suas economias fragilizadas. Veja abaixo o vídeo do deputado Inácio Loiola.


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