Dalai Lama pode ser associado à pedofilia? Especialista avalia
Após o líder espiritual aparecer beijando uma criança, psicólogo explica que atitude de Dalai Lama pode virar justificativa para pedófilos

Fonte: Gazetaweb - Por Metrópoles
Após a repercussão das imagens, o líder budista de 87 anos pediu desculpas e disse que não passava de uma “brincadeira” Foto: Reprodução/Gazetaweb
O atual líder espiritual Dalai Lama, Tenzin Gyatso, se tornou alvo de polêmicas após aparecer em um vídeo beijando uma criança e pedindo que ela chupasse sua língua. O caso envolvendo a autoridade máxima do budismo teria acontecido no fim de fevereiro e as imagens foram divulgadas na última segunda-feira (10/4), causando revolta na web e a reação de autoridades públicas.
Em suas redes sociais, o historiador Célio Turino foi um dos que fez duras críticas a Gyatso. “Tenho visto muita gente se espantar com o beijo de língua do Dalai Lama com uma criança. O nome disso é pedofilia, algo praticado pelos monges budistas do Tibet há séculos”, escreveu.
Após a repercussão das imagens, o líder budista de 87 anos pediu desculpas e disse que não passava de uma “brincadeira”:
“Sua Santidade costuma brincar com pessoas que conhece, de maneira inocente e brincalhona, mesmo em público e diante das câmeras. Ele lamenta esse incidente”, diz o comunicado oficial.
Pode incentivar a pedofilia?
Para especialistas, no entanto, a situação não deve ser encarada dessa forma. De acordo com o psicólogo Igor Barros, apesar de ter se justificado com uma “brincadeira”, a atitude do líder espiritual tibetano pode ser usada como justificativa para pedófilos.
“Não acredito que o vídeo ou ato do Dalai Lama, por si só, incentive a pedofilia. Mas a pessoa que é doente e que é pedófilo, vendo algo assim, ganha mais confiança para justificar seus atos”, pontua.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pedofilia é um transtorno de preferência sexual e é designada para homens e mulheres adultos que têm tal preferência por crianças. Barros explica, no entanto, esse tipo de situação não é capaz de incentivar alguém a se tornar um pedófilo ou praticar atitudes que se enquadre no crime de pedofilia.
Ao Metrópoles, Igor explica que o vídeo não pode “transformar” uma pessoa que não tenha qualquer comportamento ou pré-disposição para cometer tal crime — nem definir o líder como pedófilo. Apesar disso, o especialista elucida a necessidade de estudar e investigar o ocorrido para entender se pode se tratar de algo recorrente.


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