Crônica de Natal: A 'lição' que a humanidade ainda não aprendeu
Infelizmente, apesar de atormentadas pela pandemia, as pessoas continuam afogadas nos prazeres materiais e esquecem que a espiritualidade deve ser exaltada e, por isso, os bens espirituais não são priorizados.
Crônica de Natal: A 'lição' que a humanidade ainda não aprendeu Foto: Reprodução/Redes sociais
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CRÔNICA NATALINA
É lamentável que a humanidade, tão castigada pela pandemia da COVID 19, ainda não tenha aprendido a 'lição'. Milhões de pessoas foram contaminadas; milhares de pessoas morreram em todo o planeta; pessoas muito queridas tiveram suas vidas ceifadas por esta doença e sequer tiveram a chance de passarem este Natal conosco; mudamos a nossa rotina em casa, no trabalho, na igreja, na escola, nos transportes, nos restaurantes, nas ruas, em família e em outros tantos lugares que frequentamos. Contudo, não aprendemos a lição. Continuamos cegos, surdos e subestimando o novo coronavírus, que não faz acepção de pessoas e as atinge surpreendentemente, com resultados inesperados. Infelizmente, apesar de atormentadas pela pandemia, as pessoas continuam afogadas nos prazeres materiais e esquecem que a espiritualidade deve ser exaltada e, por isso, os bens espirituais não são priorizados. Todavia, continuamos a seguir na jornada desta vida, com nossos olhos vendados e não enxergando as lições deixadas por este ser extraordinariamente iluminado – Jesus – que as Sagradas Escrituras, no livro do profeta Isaias, capítulo 9, versículo 6, o identifica com esta exaltação: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o seu principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Não obstante, apesar das lições deixadas pelo Filho de Deus, e da assolação imposta pela pandemia da COVID 19, continuamos a viver com nossos valores cristãos desvirtuados, pois, não enxergamos a mão do nosso irmão estendida, na entrada do supermercado ou do restaurante, a nos pedir uma esmola; a negarmos um pão (quando nos pedem nas ruas), enquanto gastamos quantias exorbitantes com cardápios de luxo, roupas de grife (as tais roupas de marca), carrões, mansões, hotéis e tantos outros supérfluos, que em nada dignificam e tampouco nutrem a essência da alma humana, a não ser massageiam o nosso ego e alimentam as nossas vaidades – coisas vãs, que em nada contribuem para a nossa elevação espiritual. Por isso, considero este mundo onde estamos passando apenas uma chuva passageira, como um planeta de mendigos engravatados; esmoleres vestidos em roupas de marca! Por que somos mendigos engravatados e esmoleres vestidos de roupas de marca? Claro que somos! Enquanto somos fartos de comidas, bebidas, roupas, dinheiro, joias e tantas outras coisas materiais, vivemos em extrema pobreza espiritual; somos mendigos, miseráveis e vazios de riquezas intangíveis – porque a Bíblia Sagrada ensina que os frutos do espírito são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Estas palavras estão escritas no livro de Gálatas (5:22-25), que afirma, ainda: Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Que ainda haja tempo para aprendermos estas lições, às quais não damos a devida importância porque estamos ensoberbecidos, iludidos com os ilusórios bens palpáveis. Mas o significado do autêntico Natal não é nada dessas coisas que interpretamos. A hermenêutica do verdadeiro Natal é Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. A essência do Natal de Cristo é abundância de amor, solidariedade, luz espiritual, harmonia, perdão, justiça, verdade, renúncia e transformação. Com estes atributos, Jesus Cristo venceu a morte e é o Senhor da Vida e o próprio Deus, na representação da Trina Santidade, na qualidade de Filho do Altíssimo. Que possamos ter um Feliz Natal, transbordando de Paz, Luz, Contentamento – esta é a trilogia da felicidade plena, inspirada no Carpinteiro Galileu, para nós humanos. Que neste momento possamos agradecer a Ele, que um dia foi o Menino Jesus e hoje está à direita do Pai, nos abençoando enquanto família, celebrando o Natal. Gratidão, Senhor!
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