Corregedoria da PM vai investigar atitude de policiais envolvidos em confusão com funcionário da OAB-AL
Determinação é do Comando-geral da corporação. Afastamento dos PMs no policiamento ostensivo será decidido após a abertura do procedimento administrativo.

Fonte: G1 AL - Por Derek Gustavo
Mulher tenta apartar briga entre policiais militares e funcionário do estacionamento do Fórum de Maceió Foto: Reprodução/G1
O Comando-Geral da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) determinou a abertura de Procedimento Administrativo para apurar a conduta de policiais do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) envolvidos em uma confusão que terminou com um funcionário da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional (OAB-AL) baleado na segunda-feira (4).
A determinação partiu do comandante-geral da corporação, coronel Marcos Sampaio. A permanência ou não dos PMs no policiamento ostensivo só deve ser decidida após a abertura da investigação.
A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da PM, por meio de nota enviada à imprensa nesta terça (5).
No texto, a corporação afirma que a ação dos militares “foi legítima e constitucional”. Caberá ao oficial encarregado da investigação definir se houve excesso por parte deles, que terão direito à ampla defesa e o contraditório.
A ocorrência em questão foi registrada em frente ao Fórum de Maceió, no Barro Duro. O funcionário da OAB, identificado como José Geovanio da Graça, foi abordado pelos policiais do BPTran, que notificavam veículos estacionados de forma irregular.
Graça reagiu à abordagem e foi agredido pelos policiais. No momento em que virou as costas para correr, foi baleado por um deles na perna. Ele foi atendido no Hospital Geral do Estado (HGE) e já recebeu alta.
Ele e um advogado que presenciou o fato – e diz ter sido ameaçado pelos militares – foram ouvidos na noite de segunda na Central de Flagrantes I, no bairro do Farol. Quem também acompanha o caso é uma comissão de advogados da OAB-AL.
O Ministério Público do Estado (MP-AL) informou nesta terça que o promotor Magno Alexandre Moura, da 62ª Promotoria de Justiça da Capital, instaurou um procedimento preparatório de inquérito para apurar a atitude dos policiais.


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