Corpo de jovem alagoana desaparecida há 8 anos e morta a facadas é localizado em Minas Gerais
Mary Valdilene dos Santos Soares falou pela última vez com a família em 2014; ela saiu de Alagoas para buscar emprego no outro estado

Fonte: Gazetaweb - Por Rayssa Cavalcante*
Corpo de Mary Valdilene foi encontrado no 26 de agosto de 2014 Foto: Reprodução/Gazetaweb
O corpo da jovem alagoana Mary Valdilene dos Santos Soares, que desapareceu em 2014, foi identificado após 8 anos. Os restos mortais foram identificados, no último fim de semana, pela Polícia Cientifica de Alagoas, após a inserção dos perfis genéticos do filho e da mãe dela no Banco Nacional de Perfis Genéticos, em consonância com a política nacional de buscas de pessoas desaparecidas.
A identificação está sendo divulgada após a conclusão dos laudos e a comunicação oficial à família da pessoa desaparecida. O cadáver foi encontrado no 26 de agosto de 2014, em lote vago, na Avenida São Paulo, no Bairro Planalto, em Nova Serrana. O corpo estava em avançado estado de decomposição, além de estar coberto por um lençol, próximo a entulho. A perícia técnica da Polícia Civil confirmou que ela foi morta a facadas, mas como o corpo estava sem documentos, ela foi sepultada como não identificada.
O filho da vítima, que prefere não se identificar, segundo a Polícia Científica, contou que a mulher foi para o estado de Minas Gerais a procura de uma oportunidade emprego no final do ano de 2012. Durante dois anos, ela sempre mantinha contato com ele e a avó materna, falando sobre o trabalho e a nova vida.
No entanto, no dia 17 de agosto de 2014, ela fez o último contanto com os familiares, quando ligou dizendo que estava indo morar em outro município, com um homem chamado de Ronaldo, um mineiro que era caminheiro e companheiro dela na época. A família não chegou a conhecer Ronaldo.
Ainda segundo relato da família, depois dessa ligação, Mary informou que estava indo para outra cidade, mas, nunca mais entrou contato com o filho e a mãe. O filho explicou que sempre tentava entrar em contato com a mãe, chegou a ligar várias vezes para número do celular dela, mas sempre dava desligado. O tempo foi passando e a família continuava sem nenhuma informação, aumentando a aflição, tristeza e ansiedade da família para obter informações sobre o paradeiro de Mary Valdilene.
Em julho de 2021, o filho assistiu uma matéria na televisão sobre a campanha Desaparecidos e ligou para o IML de Maceió que passou todas as informações sobre como funcionava o projeto. Ele então foi até a unidade de medicina legal, onde foram coletados dados pessoais e o material genético dele.
“Um tempo depois eles me retornaram com uma resposta dizendo que meu DNA tinha batido com um possível corpo encontrado em Minas Gerais, mas eles precisariam fazer uma nova coleta de DNA de outro parente de primeiro grau para confirmar se realmente era o corpo da minha mãe. Eles foram até a minha casa e coletaram o DNA da minha avó, e depois de 15 dias tivemos a confirmação que realmente era o corpo dela. Aquele dia, para mim e a minha avó, não foi uma noite boa, mas foi um alívio saber o que realmente aconteceu”. Afirmou o filho.
Der acordo com a perita criminal Marina Mazanek do Laboratório de Genética Forense, o material genético do filho foi coletado no ano passado e inserido no banco de perfis genéticos do Estado em abril desse ano. Em seguida, o perfil dele foi compartilhado em uma base de dados nacional e confrontada com as amostras disponíveis em todos os Estados que compõem a Rede Integrada de Bancos Perfis Genéticos (RIBPG)
“Com os fortes indícios de match real, foi necessário coletar o material genético de outro parente de primeiro grau, então o IML de Maceió coletou o DNA da avó, no caso mãe da desaparecida e enviou aqui para o Laboratório, onde extraímos o perfil genético e comparamos com o do corpo encontrado em Minas. A estatística foi bem alta, concluindo que se tratava realmente da pessoa desaparecida”, explicou a perita criminal.
*com informações da assessoria.


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