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Comércio de Pão de Açúcar sofre impacto com o atraso no pagamento dos servidores da prefeitura

SIFUMPA convoca servidores para assembleia que será realizada nesta sexta-feira


Saque em um caixa eletrônico/Imagem ilustrativa

Saque em um caixa eletrônico/Imagem ilustrativa   Foto: Divulgação

Postado em: 09/02/2017 às 23:07:57   /   por Helio Fialho

O atraso no pagamento salarial dos servidores municipais de Pão de Açúcar está gerando grandes prejuízos aos servidores e ao comércio local.

Sem dinheiro no bolso os funcionários não pagam suas contas e não compram nada, deixando, assim, as lojas quase sem movimento porque o dinheiro deixou de ser injetado.

E se o funcionário não pagar suas contas, certamente fica sem crédito no comércio e não pode fazer novas compras.

A insatisfação é grande e a  reclamação é geral, pois não existe coisa pior que mexer no bolso do cidadão. Muitos servidores estão reclamando porque o atraso salarial acarreta cobrança de juros quando vão pagar seus débitos.

Sobre este tão criticado atraso salarial, o prefeito e outras pessoas ligadas à gestão municipal estão culpando a gestão passada que, segundo eles, deixou de passar as senhas para movimentação das contas da Prefeitura.

A justificativa apresentada pelo atual gestão foi desmentida por servidores da gestão anterior que garantem ter passado todas as senhas para membros da atual gestão, inclusive, pessoas credenciadas pelo prefeito Flavinho.

Uma postagem feita pela presidente do SIFUMPA, Diva Santos, no dia 1º deste mês, nas redes sociais, desmente, também, a justificativa da atual gestão.

Segundo Diva Santos, ela e outro membro da diretoria do SIFUMPA procuraram o gerente da agência local do Banco do Brasil, no dia 1º de fevereiro, e foram informadas que o problema foi  gerado pelo gestor que foi moroso no envio de documentos autorizando os responsáveis pela movimentação das contas.

“Estivemos, eu e Arlene, com o gerente do BB e o mesmo disse que o problema foi o atraso, por parte do do gestor, de documentos quanto a autorização dos responsáveis pela  movimentação das contas. Saúde e Educação foram entregues hoje e o BB tem um trâmite entre a agência e outro setor localizado em São Paulo. Só depois desse processo burocrático as contas serão movimentadas pelos gestores atuais. Não adianta culparem a gestão anterior, pela incompetência da atual. Estamos de olho”, comentou na postagem a presidente do SFUMPA.

Nesta quarta-feira, após ouvir várias reclamações de servidores do setor de Saúde, dizendo que até ontem (quarta-feira)  não haviam recebido o salário de janeiro, o titular deste blog  entrou em contato com a presidente do SIFUMPA e ela não soube informar o motivo do atual atraso. Disse, também, que a última informação obtida a respeito deste assunto foi no dia 1º deste mês e que havia feito, na ocasião, uma postagem a respeito do problema.

Na tarde desta quinta-feira, por volta das 17 horas, o titular deste blog entrou novamente em contato com a presidente do SIFUMPA para saber se a Prefeitura de Pão de Açúcar já havia normalizado a situação salarial dos servidores municipais. Diva Santos declarou que esteve mantendo contato com assessores da atual gestão e ouviu que não havia previsão para liberação do pagamento da folha de janeiro.

Em contato com a presidente do SIFUMPA, na tarde desta quinta-feira, por volta das 17 horas, a professora Diva Santos informou ao titular deste blog, que a diretoria do Sindicato dos Funcionários Municipais de Pão de Açúcar está convocando os servidores para participarem de uma assembleia, nesta sexta-feira (10), a partir das 8 horas da manhã, na sede do SIFUMPA, para que os convocados possam decidir quais medidas devem ser tomadas para a solução deste problema que vem tirando o sono de muita gente.

Por volta das 17 horas e 50 minutos desta quinta-feira (9), uma fonte informou ao titular deste blog que a Prefeitura havia liberado o pagamento aos servidores da Educação, incluindo os professores municipais. Há informações que os “inativos” receberam seus proventos na terça-feira (7). E que o pagamento aos servidores da Saúde será liberado nesta sexta-feira (10).

Espera-se que,  de agora em diante, provavelmente resolvido o problema, a gestão municipal cumpra com o calendário de pagamento dos servidores rigorosamente em dia, evitando, assim, revoltas e constrangimentos, pois o gestor havia prometido pagar no dia 3 e isto não aconteceu.

 

Sem ração e sem carnaval

No Jornal Gazeta de Alagoas, edição do dia 7 deste mês, na página do jornalista Mozart Luna, está escrita a seguinte nota sobre Pão de Açúcar: “O prefeito de Pão de Açúcar, Flávio Almeida (PMDB), disse que não tem como buscar a ração doada pelo governo do Estado aos pequenos criadores. Segundo ele, o preço do frete inviabiliza essa ajuda. O prefeito disse ainda que a prefeitura não vai custear a festa de carnaval, já que o município decretou estado de emergência administrativa e da seca. É hora de nos unirmos para atender às necessidades primárias das pessoas que vivem no Sertão”.

Nesta nota jornalística não consta a quantidade de ração liberada para os pequenos criadores de Pão de Açúcar. O que sabemos é que a seca tem provocado grandes prejuízos ao homem do campo e que a ração liberada não resolve o problema, porém, traria um alívio muito grande aos pequenos criadores que não têm mais comida para dar aos animais que estão morrendo de fome.

 A justificativa do gestor parece não ter agradado aos pequenos criadores, pois a gestão anterior nunca deixou de buscar e distribuir ajudas liberadas pelos governos estadual e federal, para os pequenos criadores de Pão de Açúcar,  onde a fome e a miséria acampam na zona rural do município,  em período de estiagem prolongada.

Sobre a não realização do carnaval, o prefeito acertou em sua decisão de não realizar a festa, pois nos municípios em situação de emergência não devem fazer gastos com contratações de bandas, palcos e outras estruturas festivas, conforme orientações do TCE e do MP. E os gestores que descumprirem tais determinações, poderão ser penalizados.

Carnaval é festa popular e quem faz a folia é o povo. Em Pão de Açúcar, o carnaval de clube e de blocos nas ruas é uma excelente alternativa porque o frevo carnavalesco na Terra de Jaciobá é tradicional.

Entretanto, a liberação de uma pequena ajuda financeira aos blocos locais que participam dos tradicionais festejos carnavalescos não trará prejuízos ao erário público municipal e tampouco comprometerá o gestor perante o TCE e MP.

Afinal de contas, a atual gestão não herdou da gestão passada uma prefeitura endividada e com salários atrasados. Outro detalhe: o próprio gestor botou o bloco na rua no carnaval do ano passado e teceu críticas ao prefeito Jorge Dantas porque não realizou os festejos carnavalescos, apesar de o mesmo ter justificado, citando este mesmo impedimento. Por isto, é bom saber que tem muita gente de olho.

 

Aguando os jardins

A Prefeitura de Pão de Açúcar adotou um novo sistema de aguação dos jardins das praças da cidade. Agora, na atua gestão,  está sendo utilizado um trator-pipa para realizar este tipo de serviço, já adotado em diversas cidades brasileiras, inclusive.

Apesar de gerar desemprego – porque muita gente foi dispensada do trabalho – o novo sistema de aguagem parece estar adequado às novas propostas de racionamento de água porque o mundo está vivendo uma crise hídrica sem precedente.

Neste ponto, apesar da grande revolta dos que perderam seus empregos temporários na SEVOSP,já que não são efetivos,  na questão específica ao racionamento de água, a gestão está sendo coerente.

Todavia,  na questão do desemprego, principalmente, para as pessoas de baixa renda, o gestor  cometeu uma injustiça social, em  razão da grave crise econômica que atinge o País e, consequentemente, atingiu o município de  Pão de Açúcar, localidade onde moram as jardineiras que perderam seus empregos e que, agora, estão passando privação. A queixa delas  para com o novo gestor é porque, segundo elas, os serviços de  jardinagem não se limitam somente a aguação, pois as plantas necessitam de outros cuidados diários que não estão sendo feitos pela dupla que trabalha no trator-pipa. “Votamos no prefeito porque ele sempre dizia que em cada uma de nossas casas empregaria uma pessoa quando assumisse a prefeitura”, disseram duas jardineiras que pediram para não ter seus nomes revelados.    

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