Chegou Junho, o mês das manifestações das raízes nordestinas!
Nesta crônica, o poeta pão-de-açucarense, Alcir dos Anjos, resgata as manifestações juninas dos tempos de sua infância...

Fonte: Alcir dos Anjos
Festa Junina - Imagem ilustrativa Foto: Reprodução/Redes sociais
E chegamos ao último mês do semestre! Para mim, o mês mais bonito! Mês que as raízes nordestinas se manifestam numa mistura de cores e ritmos, através das festas típicas que, ainda bem, continuam sendo conservadas. É o mês das alegrias, das recordações, das danças das quadrilhas juninas, do coco de roda, das cheganças que simbolizam as lutas dos cristãos contra ou mouros, dos pandeiros dando ritmo às emboladas. É o mês que vejo-me menino, vestido com uma camisa colorida, comprando um barquinho com castanha açucarada na banca de Leonor, saboreando a cajuína de origem desconhecida!
É o mês que vejo meus filhos vestidos com roupas típicas e participando das festas em suas escolas. Recordo da timidez de Caroline, da energia de Luciana e do "bigode"do André, dando um ar de "menino adulto"!!! Muita saudade!!!
Desde que nasci, vivi em contato, até meus quatorze anos, com o cheiro do curral, ouvindo o "canto" dos bezerros, o barulho das galinhas quando minha Avó jogava o milho para se alimentarem, dos latidos dos cachorros, dos banhos no açude da *Fazenda Tabuleiro, dos passarinhos cantando mais afinado e bonito porque cantavam livres de gaiolas.
Nunca deixei de sentir o cheiro da terra e do meu querido Rio São Francisco.
E, por conservar um elo de ligação muito forte com as minhas origens nordestinas confesso-vos, com toda tranquilidade e alegria, o mês de Junho deixa-me muito feliz, porque é o mês terra, mês raízes, mês lembranças felizes, mês que volto em pensamento à minha infância que, apesar de se distanciar de mim a cada dia, jamais permitirei que ela envelheça também!
Seja bem vindo, Junho!!!
*Propriedade rural pertencente, na época, a meu avô Vigário dos Anjos.


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