POLÍCIA

Caso Danilo: Mãe e padrasto denunciam suposto abuso da PC à Defensoria Pública

Casal relatou que policiais queriam que eles confessassem o crime


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  Fonte: Portal Gazetaweb - Por Jamylle Bezerra

Mãe e padrasto do pequeno Danilo denunciaram denúncia à Defensoria

Mãe e padrasto do pequeno Danilo denunciaram denúncia à Defensoria   Foto: Reprodução/Gazetaweb/Patrícia Mendonça

Postado em: 16/10/2019 às 16:26:02

O casal Darcinéia Almeida e José Roberto, respectivamente mãe e padrasto do menino Danilo Almeida, de 7 anos, assassinado a golpes de faca após ser sequestrado enquanto estava com o irmão gêmeo, esteve, nesta manhã de quarta-feira (16), na Defensoria Pública Estadual, para denunciar uma suposta violência praticada pela polícia, que queria que eles confessassem o crime. 

Eles foram ouvidos pelo defensor Marcelo Barbosa Arantes e relataram que foram vítimas de tortura na noite dessa terça-feira (15), quando foram levados por policiais até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O argumento era o de que eles passariam por uma avaliação psicológica. 

Chegando lá, o casal teria sido colocado em salas separadas e a mulher foi coagida a confessar ser a responsável pela morte do próprio filho. Ela conta que recebeu murros nas costas e que ameaçaram dar choque. Também teriam dito que iriam incendiar a casa dela. 

 

Menino foi sequestrado e assassinado a golpes de faca

FOTO: Reprodução TV Gazeta

 

Nesta quarta-feira, mãe e padrasto estavam assustados com o ocorrido e procuraram a Defensoria Pública para pedir assistência. A OAB/AL também acompanha o caso. 

O delegado Bruno Emílio, que investiga o caso, não se pronunciou diretamente sobre o assunto. 

Por meio de nota, a Polícia Civil de Alagoas informou que qualquer denúncia envolvendo possível desvio de conduta de integrantes da instituição é devidamente apurada, desde que comunicada oficialmente. A PC também confirmou que eles foram conduzidos à DHPP a pedido da psicóloga que ouvia o irmão gêmeo do garoto morto, pois ela queria ter a contextualização mais ampla das pessoas que tinham uma relação mais próxima com a vítima.

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