POLÍTICA

Canteiro de obra do Canal do Sertão vira cemitério de máquinas e caminhões

Cerca de 30 prefeituras sentem os efeitos da paralisação, comércio registra queda de 30% no faturamento e desemprego


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  Fonte: Portal Gazetaweb - Arnaldo Ferreira

Sem prestígio em Brasília, governo de Alagoas não consegue recursos para tocar as obras

Sem prestígio em Brasília, governo de Alagoas não consegue recursos para tocar as obras   Foto: Reprodução/Gazetaweb

Postado em: 29/10/2019 às 18:26:25

Senador Rui Palmeira/AL-  Não tem ninguém trabalhando neste momento na segunda obra hídrica mais cara do País e a mais importante de Alagoas. O clima nos 32 quilômetros do trecho quatro do Canal do Sertão é de deserto. Mais de 100 caminhões, tratores e máquinas estão paradas desde o dia 20 de setembro ao longo do canal e no canteiro administrativo da obra, em Senador Rui Palmeira. A construtora Odebrecht, quando concedeu férias coletivas aos trabalhadores, previa que a paralisação seria de apenas 15 dias.

Um mês depois a construtora permanece com o pessoal de férias. Condiciona a retomada da construção do trecho ao pagamento dos outros 50% do repasse de R$ 16 milhões, referentes a dívida de R$ 32 milhões vencida em março passado, das obras já executadas. Se não receber o débito até terça- feira (29), a construtora admite a "desmobilização" (paralisação) total do canteiro de obras.

Em nota enviada à "Gazeta e a Gazetaweb", a empresa não descarta a demissão dos 210 operários que estão em férias coletivas. De acordo com assessores da Odebrechet, a primeira parte da dívida (R$ 16 milhões) foi paga na noite do dia 20 de setembro. O combinado com órgãos federais e estaduais, dentre eles o Ministério da Integração Regional e a Secretaria de estado de Infraestrutura, era o pagamento integral da dívida (R$ 32 milhões) referente a 85% do que está executado no trecho contratado. Como isto não ocorreu, a construtora decidiu colocar os mais de 210 operários, técnicos e engenheiros em férias coletivas.

 

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