Caminhoneiro nega envolvimento na morte da estudante Giovanna Tenório
Luiz Alberto Bernadino da Silva foi interrogado durante júri popular e disse não ter participação no crime. Ele está preso há 6 anos e responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto.

Fonte: G1 AL
O acusado Luiz Alberto Bernardino da Silva nega ter envolvimento no assasinato da estudante Foto: Reprodução/G1/Suely Melo
Durante o juri popular que acontece nesta quinta-feira (28), o caminhoneiro Luiz Alberto Bernardino da Silva negou ter envolvimento no assassinato da estudante Giovanna Tenório. O crime aconteceu em junho de 2011.
O acusado está preso há 6 anos e responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto.
O juiz John Silas é o responsável pelo julgamento. Segundo ele, o júri deve terminar nesta sexta (29), no Fórum de Maceió.
Após as testemunhas serem ouvidas, o réu foi interrogado e negou a participação no assassinato de Giovanna. Ele disse que, no dia do crime, fez a entrega de frutas e que foi para casa alimentar seus cachorros. Logo depois, seguiu para a casa da mãe dele, no Eustáquio Gomes.
Em relação ao celular da vítima, que foi encontrado em sua posse, o acusado afirmou ter comprado o aparelho no dia seguinte por R$ 40.
De acordo com o assistente de acusação, Welton Roberto, o réu mentiu e teve de fato envolvimento no crime.
“Existem provas cabais da participação dele. Toda a parte do monitoramento eletrônico, do local onde o celular dele se encontrava, coloca da Silva na cena do crime. Além disso, a toalha em que foi envolto o corpo da vítima foi reconhecida pela própria companheira dele. Então, temos provas materiais para a condenação”, afirmou.
Já a defesa, Thiago Mota, alega que seu cliente é inocente e que não teve nenhum motivo para praticar o assassinato.
“Ele sequer conhecia a vítima ou qualquer das pessoas às quais o processo está se referindo. O Ministério Público também não foi capaz de precisar quando, como e onde o crime ocorreu”, justifica.
Caso
Giovanna Tenório desapareceu em 2 de junho de 2011, próximo à faculdade onde estudava fisioterapia, no bairro do Farol. A jovem iria ao encontro de um amigo, em um restaurante. O corpo da vítima foi encontrado dias depois, em um canavial entre os municípios de Rio Largo e Messias.De acordo com o Ministério Público, Giovanna teria sido interceptada por Luiz Alberto Bernadino da Silva nas imediações da Rua Íris Alagoense, sem chance de defesa. Os laudos de exame cadavérico e pericial apontaram que a vítima sofreu agressões e foi executada por estrangulamento.
Antônio de Pádua Bandeira, marido de Mirella Granconatto, também é acusado de ter planejado a morte da estudante.


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