POLÍCIA

Bombeiro Militar é preso em operação que combate exploração sexual em Alagoas

Ao todo, 137 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em outros 9 estados do Brasil e mais 4 países


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  Fonte: Com Gazetaweb - Por Tatianne Brandão, com PC-AL

Servidor público é preso em operação que combate exploração sexual em AL

Servidor público é preso em operação que combate exploração sexual em AL   Foto: Reproduçã/ASCOM/PC

Postado em: 06/11/2020 às 11:04:42

O Ministério da Justiça (MJ) e policiais civis deflagraram, nesta sexta-feira (6), em Alagoas, em outros nove estados do Brasil e mais quatro países, a Operação Luz da Infância 7, com o objetivo de identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. Na capital alagoana, um bombeiro militar, de 35 anos, foi preso em flagrante, em um condomínio de luxo, no bairro da Ponta Verde. 

No local, os policiais civis apreenderam dois HDs, 1 notebook e 1 smartphone onde estava armazenada grande quantidade de material de pornografia infantil. 

A operação mobilizou policiais civis da Delegacia Especializada dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, sob a coordenação da delegada Adriana Gusmão, e peritos do Instituto de Criminalística (IC).

O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi levado para a Central de Flagrantes I no bairro do Farol, onde deve ser autuado nos termos do Artigo 241, "b", do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Operação nacional

Segundo informações da Agência Brasil, a operação cumpre 137 mandados de busca e apreensão em dez estados - Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Há, também, frentes de ação na Argentina, Panamá, Paraguai e nos Estados Unidos (EUA). Segundo o ministério, nos EUA, há medidas sendo cumpridas nas cidades de Knoxville, Nashville, Dallas, Raleigh e Pittsburgh.

No Brasil, a legislação prevê pena que varia de um a quatro anos para quem armazena esse tipo de conteúdo. O compartilhamento de materiais desse tipo pode resultar em penas de três a seis anos e, no caso de produção de conteúdo relacionado a crimes de exploração sexual, a pena varia de quatro a oito anos de prisão.

Mais detalhes sobre a operação serão apresentados ainda hoje, durante entrevista coletiva.

 

 
 

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