Bolsonaro lança partido nesta quinta-feira com promessa de transparência
Segundo a advogada Karina Kufa, a reunião com o presidente Jair Bolsonaro e parlamentares na tarde desta quarta-feira (20/11) ocorreu no intuito de alinhar o programa do partido e o estatuto.

Fonte: Correio Braziliense - Por Ingrid Soares
Presidente Jair Bolsonaro... Foto: Reprodução/Correio Braziliense/Ed Alves/CB/D.A Press
O presidente Jair Bolsonaro lança nesta quinta-feira (21/11) o partido Aliança pelo Brasil. A promessa é de transparência e combate de candidaturas laranjas. O uso de mulheres laranjas no PSL é alvo de investigação da Polícia Federal. Segundo a advogada Karina Kufa, a reunião com o presidente Jair Bolsonaro e parlamentares na tarde desta quarta-feira (20/11) ocorreu no intuito de alinhar o programa do partido e o estatuto.
Em linhas gerais, ela afirma que o documento trará como mote principal a transparência. Entre os pedidos do chefe do Executivo para a sigla, Kufa afirma que está o pedido de compliance. “O pedido específico do presidente foi de ter compliance, transparência, para que todos tenham conhecimento e saibam como está sendo administrado o partido e blindem dirigentes de qualquer irregularidade, como regras de boas práticas partidárias, isso restringe qualquer má gestão no partido”, apontou.
Ela disse que será elaborado um manual orientando os novos filiados sobre como proceder em relação a contratação e despesas. “Uma das regras do estatuto é a proibição de parentes de dirigentes. A gente traz isso como regra e acaba trazendo mais moralidade para o partido. Há diversas regras nesse sentido.Outro tema é a obrigação de auditoria constante externa e publicação de balanços, despesa e receitas no site do partido”, destacou.
Também não será aceita votação de filiados por meio de procuração. “É um ponto importante porque alguns partidos no momento da escolha de seus dirigentes eles já pegam a procuração sem prazo de validade para uma eventual e futura convenção. No nosso partido está expressamente proibido esse tipo de operação porque isso impossibilita que alguém não tenha direito ao voto. Os fundadores terão direito ao voto e não poderão mandar representantes para votar. Os votos serão diretos”, explicou.
Sobre as candidaturas laranjas, Kufa afirmou que o melhor meio de combate é através de formação e conscientização: “Explicar para as mulheres o que é uma candidatura laranja e ter um canal de denúncia para que ela, ao verificar isso ou alguém faça uma proposta dessa, ela possa entrar nesse canal e denunciar. De fato, numa eleição municipal não tem como ter controle de tudo que acontece nos municípios. Conjuntamente com conscientização, obviamente, na hora de usar recursos tem que usar de forma proporcional, com responsabilidade e não enviar recursos altos para candidatas que sabidamente não têm condições de serem eleitas".
(Com MSN)


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