EDUCAÇÃO

Batalha: servidores municipais da educação cobram reajuste salarial e ameaçam entrar em greve nos próximos dias

Segundo representantes do SINTEAL, uma nova rodada de negociações será realizada na próxima quarta-feira (26). A categoria está cobrando, também, a urgente atualização do PCCV.


Representantes do SINTEAL em rodada de negociação, em Batalha-AL

Representantes do SINTEAL em rodada de negociação, em Batalha-AL   Foto: Reprodução/SINTEAL

Postado em: 25/07/2017 às 00:51:30   /   por Redação

Os servidores municipais da educação do município de Batalha, no Sertão do estado, estão cobrando à prefeita Marina Thereza Cintra Dantas, reajuste salarial de 7.64% mais atualização urgente do piso salarial nacional da categoria que, segundo os servidores do setor, está defasado, em razão de no ano passado não ter havido reajuste e, ainda, o PCCV encontrar-se completamente desatualizado desde o ano de 1998, inclusive, ainda está com o antigo nome, isto é, “PCC”, sendo o município de Batalha um dos únicos de Alagoas a não ter o PCCV atualizado, segundo a representação sindical.

A reportagem do Notícia Quente foi informada que no ano de 2016 a categoria teve perda salarial de 3.32%  e que em 2017, durante a primeira rodada de negociações, representantes da gestão municipal chegaram a dizer que não havia possibilidade de oferecer nenhum percentual de reajuste à classe.

A data-base da categoria é no mês de março, porém, por motivo de o governo municipal ter assumido há dois meses, o acordo salarial ficou para ser discutido no mês de maio, o que não aconteceu em virtude de o governo municipal não ter respondido às solicitações do SINTEAL.

Depois de enviarem três correspondências à gestora municipal, nos meses de março, abril e julho, e não terem obtido resposta, a categoria decretou uma paralisação de três dias e, no segundo dia de paralisação das aulas, o governo municipal resolveu receber os servidores para uma rodada negociação sem sucesso.

Com os novos protestos da categoria, que ameaça entrar em greve por tempo indeterminado, foi realizada, quinta-feira (20), uma reunião dos representantes do SINTEAL com a prefeita Marina Dantas, a secretária municipal de Educação, Maria Liete Cavalcante Madeiro, a procuradora do município, advogada Alana Linylly Mendes Sarmento, e o vice-prefeito Hidelbrando Balbino. E durante as negociações, a prefeita apresentou uma proposta de reajuste salarial de 3%, mas a categoria não aceitou porque, segundo o SINTEAL, não atende sequer o que seria o reajuste que deixou de ser feito no ano passado.

Por motivo da não aceitação desta proposta, a gestora municipal prometeu refazer os cálculos para apresentar uma nova proposta, na próxima quarta-feira (27), em reunião marcada para as 8 horas da manhã, na sede do Executivo municipal.

Segundo, ainda, informações dos representantes do SINTEAL, as aulas estão ocorrendo normalmente. E caso não cheguem a um acordo na reunião desta quinta-feira, a categoria poderá decretar greve por tempo indeterminado. “Não abrimos mão dos nossos direitos”, disse um dos representantes da categoria.

Caso a greve venha ocorrer, cerca de 4.100 alunos ficarão prejudicados nas 21 escolas municipais.

Segundo informações da representação sindical no município, a Secretaria Municipal de Educação de Batalha tem em seu quadro aproximadamente 194 professores concursados e 132 professores contratados.

A reportagem do Notícia Quente tentou entrar em contato por telefone com a Prefeitura Municipal de Batalha, para obter informações sobre o assunto, mas não conseguiu. Uma nova tentativa de contato será realizada, nesta terça-feira (26), pela reportagem do NQ, com representantes da gestão municipal do município.

 

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  • Micheline Soares 25 de Julho de 2017 Faço parte dessa luta por salários dignos!! Reajuste já! Este site está de parabéns pelo competência e veracidade das informações e contribuir para a valorização da clssse trabalhadores da educação de Batalha/AL. Obrigada grande jornalista pelo seu comprometimento com a população! Grande abraço !??