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Ataque aéreo a hospital em Gaza deixa até 300 mortos

Israel negou ter atacado hospital e disse que tragédia foi causada por míssil defeituoso lançado por terroristas


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  Fonte: R7

Corpos de vítimas se acumulam na porta de hospital

Corpos de vítimas se acumulam na porta de hospital   Foto: Reprodução/R7/Dawood Nemer/AFP - 17/10/2023

Postado em: 17/10/2023 às 18:40:06

O Ministério da Saúde de Gaza informou que até 300 palestinos foram mortos após um ataque aéreo nesta terça-feira (17) que atingiu um hospital na Faixa de Gaza. Autoridades do país estimam até 500 vítimas no bombardeio.

Fotos do Hospital Ahli Arab mostraram fogo nos corredores, vidros quebrados e partes de corpos espalhadas pela área. Este é o ataque aéreo mais mortal supostamente realizado por Israel contra a nação palestina desde 2008.

Israel, no entanto, negou os ataques. De acordo com as IDF (Forças de Defesa Israelenses), o ataque partiu do grupo Jihad Islâmica Palestina, que teria disparado uma barragem de foguetes contra Israel — um dos projéteis, no entanto, teria falhado e atingido o hospital.

"Uma análise indica foguetes passando nas proximidades do Hospital Al Ahli Arab em Gaza no momento em que foi atingido", disse um porta-voz israelense.

No sul, os ataques contínuos desta terça-feira mataram dezenas de civis e pelo menos uma figura importante do Hamas. Enquanto isso, autoridades dos EUA trabalham para convencer Israel a permitir a entrega de suprimentos a civis, grupos de ajuda humanitária e hospitais, após dias de esperanças frustradas de uma abertura no cerco.

A comunicação das autoridades palestinas afirma que o ataque seria "um crime de guerra". "O hospital abriga centenas de enfermos e feridos, assim como pessoas desabrigadas à força." O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, decretou luto nacional de três dias pelo bombardeio.

  • Os 11 dias consecutivos de guerra entre Israel e as milícias palestinas marcam o conflito armado com as maiores perdas humanas sofridas por Gaza nos últimos anos
  • Um ataque aéreo, supostamente feito por Israel contra um hospital no centro de Gaza, matou centenas de pessoas na tarde desta terça-feira (17), enquanto continuam os bombardeios na Faixa de Gaza e muitos civis se abrigam em centros de saúde para se proteger das bombas
  • 'Pelo menos 200 pessoas foram mortas pelos bombardeios israelenses' no Hospital Al Ahli Arab, um dos centros de saúde no centro de Gaza, informou o Ministério da Saúde palestino em comunicado
  • Segundo a agência de notícias de Gaza Sanad, que cita fontes oficiais, o número de mortos pode superar 500. Trata-se do ataque mais mortífero desde o início da guerra entre Hamas e Israel, em 7 de outubro, que já deixou mais de 3.000 mortos em Gaza e 1.400 no território israelense
  • De acordo com fontes locais, o centro de saúde contava com cerca de 2.000 pessoas que se abrigavam dos bombardeios depois de terem deixado suas casas nos últimos dias, dinâmica que se repetiu na maioria dos hospitais da Faixa de Gaza
  • 'O horrível massacre cometido pela ocupação sionista' contra o hospital, 'que deixou centenas de vítimas, é um crime de genocídio', declarou o grupo terrorista Hamas em comunicado
  • Questionado sobre o incidente pela Agência EFE, o Exército de Israel afirmou que estava analisando o ocorrido
  • O Hamas acrescentou que a maioria dos mortos e feridos era de 'famílias deslocadas, doentes, crianças e mulheres' que tinham se abrigado no local nos últimos dias
  • 'Há muitos bombardeios [israelenses], muitos lançamentos de foguetes malsucedidos [por milícias palestinas] e muitos boatos espalhados pelo Hamas', comentou Hagari
  • Um ataque aéreo, supostamente feito por Israel contra um hospital no centro de Gaza, matou centenas de pessoas na tarde desta terça-feira (17), enquanto continuam os bombardeios na Faixa de Gaza e muitos civis se abrigam em centros de saúde para se proteger das bombas
  • Mohammed Al-Masri/Reuters - 17.10.2023

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