Assassinato de Turiba “tem característica de acerto de contas”, dizem especialistas em investigação
Corpo da vítima ainda não foi sepultado e membros da família já disputam a herança
Foto: Redes sociais/divulgação
A característica do crime, o modus operandi e o medo que ronda na vizinhança do motorista Turíbio de Araújo Costa, 69 anos, assassinado dentro de sua residência, nesta segunda-feira (6), no Alto Fonseca, por volta das 10 horas e 40 minutos, está intrigando algumas pessoas que fazem parte do mundo das investigações.
Apesar de a vítima não demonstrar que estava vivendo sob um clima de medo, pois no momento da execução estava sentado à porta de casa, sem camisa e trajando uma bermuda azul, tudo leva a crer tratar-se de um acerto de contas.
Segundo informações, o autor do crime chegou em uma motocicleta, com o rosto protegido por um capacete, para não ser reconhecido, disparou cerca de cinco tiros contra a vítima. Ao receber os primeiros disparos, “Paulista”, como é conhecido, conseguiu correr para dentro de casa, mesmo ferido. O assassino o perseguiu e deflagrou mais dois ou três tiros à queima roupa, quando este já estava caído.
Para alguns estudiosos de investigação, a policia deve trabalhar na elucidação deste homicídio, levando em consideração o modus operandi do autor, o número de projéteis disparados, além de vasculhar o celular da vítima, descobrir a pessoa que alertou ao motorista, um dia antes do crime, sobre a intenção de um determinado indivíduo em querer matá-lo.
Neste caso, pessoas da família e alguns vizinhos podem ajudar muito na elucidação deste assassinato que, para os estudiosos no assunto, tem característica de acerto de contas. Alguns até acrescentam que “pode ter sido um acerto de contas por causa de droga”.
Porém, a vida simples que a vítima levava e a forma que gostava de se trajar, confirmam sua paz e tranquilidade, podendo ser descartada a possibilidade de seu envolvimento com o mundo das drogas.
Contudo, numa investigação policial nenhuma possibilidade fica descarta, inicialmente. Algumas possibilidades serão descartadas durante os trabalhos investigativos.
Se o motorista “Turiba” era uma pessoa que não tinha envolvimento com drogas, outra motivação deve ter existido para a prática deste crime que deixou chocado a população pão-de-açucarense.
Ele era dono de uma pequena bodega que funcionava na própria moradia. Partindo desta realidade, a morte pode ter sido por causa de uma cobrança ou uma discussão. O real motivo deste brutal assassinato, só a policia tem capacidade para descobrir. Enquanto isso, o clima é de medo e de “boca fechada”, no Alto Fonseca.
Família já briga por herança
O corpo de Turíbio de Araújo Costa sequer foi sepultado, aliás, ainda não retornou do IML, para sepultamento, porém, os herdeiros já começaram a brigar. Ele teve três casamentos e nasceram sete filhos. O terceiro relacionamento fazia nove meses quando veio o assassinato. Segundo informações, a ex-esposa, do segundo casamento, procurou a delegacia de Polícia Civil para prestar queixa de alguns filhos da vítima que, segundo ela, tomaram a chave da casa de suas mãos, a expulsaram do imóvel, e depois retiram pertencentes do falecido de dentro da residência, colocando-os dentro de um veículo.
Segundo a ex-mulher (do segundo casamento), ela recebeu a chave da casa onde a vítima morava, das mãos da atual esposa que, no dia de ontem. A atual esposa disse que “já estava saindo porque não tinha direito a nada do falecido”. Com a saída da atual viúva, a segunda ex-esposa “passou a ocupar a casa porque o imóvel pertence aos filhos gêmeos dela com Turiba”.
“A casa, o falecido vendeu para uma pessoa e depois eu comprei e registrei o imóvel para meus filhos. Ninguém tinha o direito de invadir, já que a atual esposa do falecido me entregou a chave”, disse a segunda ex-esposa.
Para quem não sabe, o primeiro casamento de Turíbio de Araújo Costa foi com Maria Gustavo, uma filha de Pão de Açúcar, pertencente à tradicional família Fonseca. Ele a conheceu quando ela morava em São Paulo. Deste casamento nasceram cinco filhos. Depois a família veio morar em Pão de Açúcar, vindo o casal, depois de alguns anos, a separar-se. A primeira ex-esposa há anos reside fora de Pão de Açúcar. E para os amigos que conviveram Maria Gustavo, ela não possui perfil de mulher ambiciosa e egoísta. Depois desta separação, “Paulista “ ou “Turiba” teve mais dois casamentos e mais filhos.
O mais intrigante desta história é o fato de corpo da vítima sequer ter sido sepultado, pois ainda não foi liberado pelo IML, e as brigas por causa de herança já começaram. Informações dão conta que “Turiba” deixou apenas uma modesta casa. Já a segunda ex-esposa afirma que a casa não pertence a ele.
Com o objetivo de ouvir as duas partes e esclarecer esta polêmica, o autor deste blog tentou contato com os filhos que estão sendo acusados pela segunda ex-esposa da vítima, porém, até a publicação desta matéria, não havia conseguido.
Para alguns especialistas em investigação, a retirada de alguns pertences da vítima, de dentro de casa, por membros da família, pode prejudicar nas investigações sobre o assassinato.
Para muitos que conheciam a vítima, ele era uma pessoa pacata, um cidadão de bem e que não gostava de se envolver em confusão. Para outros, a vítima levava uma vida repleta de atos desonestos e “não passava de um trambiqueiro”. .
Particularmente, o autor deste blog não o conhecia como praticante de atos desonestos. E, diante desta guerra de juízo de valor a respeito do falecido – porque ele não está mais aqui para se defender – só a investigação policial irá dizer o verdadeiro perfil e o tipo de caráter deste homem que foi brutalmente assassinado dentro do próprio lar, na cidade de Pão de Açúcar, uma cidade outrora muito pacata, mas que agora está assolada por alto índice de violência. A sociedade pão-de-açucarense, assombrada com tantos homicídios, está esperando uma resposta convincente das autoridades competentes.


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