As forças armadas da Coreia do Norte: uma nação feita para a guerra
A Coreia do Norte tem um dos maiores exércitos do mundo, com pelo menos 1 milhão de soldados

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Coreia do Norte: uma nação feita para a guerra Foto: Reprodução/ TheTelegraph/AFP
Em 30 de agosto de 2017 a Coreia do Norte lançou um míssil, chamado Hwasong-12, sobre o Japão, como parte de uma série de testes. O projétil percorreu 2,7 mil km em baixa altitude sobre a região de Hokkaido, até cair no mar. Embora o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas tenham condenado o ato, a Coreia do Norte disse que o lançamento foi “o primeiro passo” de operações militares no Oceano Pacífico.
Por conta disso, selecionamos alguns fatos sobre as forças militares da nação comandada por Kim Jong-um.
Exército/Tanques de guerra
A Coreia do Norte tem um dos maiores exércitos do mundo, com pelo menos 1 milhão de soldados. Embora o Estado não divulgue detalhes completos de suas forças armadas para o resto do mundo, acredita-se que suas armas e equipamentos sejam majoritariamente obsoletos em relação às grandes nações ocidentais
Os cerca de 3,5 mil tanques ultrapassam o número de veículos militares fortemente armados de sua arquirrival Coreia do Sul em mais de mil unidades. Apesar de ter uma frota maior, grande parte dos tanques da Coreia do Norte são da época soviética. Do outro lado, os 2.414 tanques da Coreia do Sul são oferecidos pelos Estados Unidos e equipados com ferramentas modernas muito mais eficientes. Em termos de artilharia, o exército norte-coreano está em posse de 21,1 mil peças de equipamento. Acredita-se que desse total de equipamentos de artilharia, muitos sejam voltados para atingir Seul, a capital da Coreia do Sul. A Coreia do Norte ostenta uma frota de pelo menos 72 submarinos – a maior do mundo. As armas nucleares da nação podem ficar imunes de destruição em caso de um ataque inesperado, se escondidas a bordo desses submarinos. De acordo com um relatório da CNBC em abril de 2017, a Coreia do Norte está se preparando para lançar ogivas nucleares de seus submarinos, o que, se acontecer, permitiria que o país atacasse qualquer nação facilmente. A nação tem três fragatas como parte de seus pertences militares. Na imagem, uma foto de satélite do Nampo FFH, uma fragata norte-coreana situada em Najin. Do outro lado, o exército menor da Coreia do Sul ostenta 14 fragatas atualmente. A Força Aérea da República Popular Democrática da Coreia tem uma frota de 563 aeronaves de combate. Contudo, de acordo com o Telegraph, cada um desses aviões ficou fora de atividade por um curto período devido à baixa manutenção e cuidados em 2014.
A Coreia do Norte sempre manteve uma postura militar agressiva contra países que considera “hostis”, especialmente a vizinha Coreia do Sul. A tensão aumentou entre as duas nações em agosto de 2015, quando uma mina do norte feriu dois soldados do sul. Esse evento resultou em disparos de artilharia dos dois lados em zonas não-militares, e no aumento da tropa norte-coreana de uma noite para outra. O impasse diminuiu quando os dois países chegaram a um acordo após discussões, e a Coreia do Norte expressou arrependimento sobre o incidente com a mina terrestre.
Em junho de 2015, um cientista norte-coreano desertou para a Finlândia. Ele levou consigo 15 gigabytes de informações que mostram como o regime do país usava humanos em testes de armas biológicas e químicas Por volta da mesma época, a Coreia do Norte publicou fotos mostrando o líder Kim Jong-um em visita a uma fábrica de pesticidas chamada Instituto Bio-técnico de Pyongyang. Contudo, muitos especialistas acreditam que esse lugar seja, na verdade, local de produção de quantidades enormes de anthrax para uso em armas.
Segundo um relatório publicado em 2014 pela 38 North, o site operado pelo Instituto EUA-Coreia da Escola de Estudos Internacionais Avançados da John Hopkins, a Coreia do Norte pode fabricar 4,5 mil toneladas de agentes químicos por ano, mas tem a capacidade de aumentar esse número em 12 mil por ano. De acordo com a iniciativa de Ameaça Nuclear, o país é o terceiro maior produtor de armas químicas do mundo.
Por fim, as habilidades cibermilitares da Coreia do Norte ainda não foram inteiramente descobertas. Vale apontar que um suposto 'exército cibernético' já foi acusado pelos Estados Unidos pelo ataque que a multinacional Sony sofreu em dezembro de 2014. Todos os números citados são da publicação The Military Balance 2015, feita pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.


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