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As declarações do ministro Luís Roberto Barroso contra o presidente da república foram tendenciosas e inconsequentes

Com suas declarações levianas, o ministro Barroso não agiu como deve agir um magistrado (com imparcialidade). Suas palavras foram de um militante político.


O ministro Barroso não agiu como deve agir um magistrado...

O ministro Barroso não agiu como deve agir um magistrado...   Foto: Reprodução/Redes sociais

Postado : 31/08/2020   /   por Helio Fialho

O Ministro Luís Roberto Barroso, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi antiético, parcial, muito tendencioso e inconsequente, ao dizer, no último 26 de agosto, durante Webinário, promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, que o presidente da república (claro, se referindo ao presidente Jair Bolsonaro) defende a ditadura e a tortura.

Com suas declarações levianas, o ministro Barroso não agiu como deve agir um magistrado (com imparcialidade). Suas palavras foram de um militante político que faz campanha odiosa contra o presidente Bolsonaro, assim como muitos vêm fazendo com o intuito exclusivo de desgastar a imagem do chefe da nação brasileira perante a opinião pública.

Com suas declarações inconsequentes, como presidente do egrégio Tribunal Superior Eleitoral, que é a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira, tendo jurisdição nacional, o ministro Barroso mostra seu despreparo para assumir cargo de tamanha envergadura e representatividade, além de mostrar descontrole emocional, falando o que não deve e desprezando a razão.

Com suas acusações ao presidente, o ministro Barroso quis transferir as mazelas do STF para a Presidência da República, nesse momento em que a sociedade brasileira repudia o comportamento autoritário e antidemocrático de vários ministros do STF, a ponto de perseguir e prender até mesmo profissionais da imprensa brasileira.

Acusar o presidente Bolsonaro de “defensor da ditadura e da tortura” é de uma irresponsabilidade absurda, principalmente nesse momento em que o Supremo Tribunal Federal persegue blogueiros; tira do ar contas em redes sociais; manda prender jornalistas sem qualquer prova contra eles; vem perseguindo influenciadores apenas pelo fato de defenderem o atual presidente da república.

Quem tem poder para analisar e criticar publicamente um presidente da república são os comentaristas políticos e profissionais de imprensa. Isso jamais poderia ter sido feito por ele, um ministro do STF que é o atual presidente do TSE. O papel de um juiz da Suprema Corte é interpretar e aplicar a Constituição Federal.

Portanto, a fala do ministro Barroso foi inoportuna e contida de fake news, comprometendo a imagem do presidente perante a comunidade internacional.

A Constituição Federal de 1988 diz em seu artigo 2º: “São poderes da união, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

Será que a fala do ministro Barroso não incentiva a desarmonia entre o Judiciário e o Executivo?

O ministro deveria dar bom exemplo. Ele errou feio e se mostra suspeito para julgar, a partir de agora, quaisquer ações contra o presidente Jair Bolsonaro.

Para quem não sabe, o ministro Luís Roberto Barroso foi indicado para o Supremo Tribunal Federal, em 2013, pela então presidente  Dilma Roussef.

Pelo que percebemos, já foi o tempo em que os ministros dos tribunais superiores do Brasil apenas julgavam com coerência e imparcialidade. Eles hoje mais parecem militantes da política.

E para finalizar, quero deixar aqui uma pergunta. Até quando os  deuses do STF vão continuar, impunes, desrespeitando e ferindo crassamente a Constituição Federal do Brasil?

 

 

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