Aprovados no concurso dos bombeiros cobram do Governo de AL início do curso de formação
Concursados aguardam homologação do resultado final do exame toxicológico para iniciarem o CFO e CFP

Fonte: Gazetaweb - Por Tatianne Brandão
Aprovados participaram de reunião com representantes do governo para cobrar providências Foto: Reprodução/Gazetaweb
O imbróglio envolvendo a fraude dos concursos da Polícia Militar (PM), Civil (PC) e do Corpo de Bombeiros (CBM) parece não ter fim. Ainda angustiados com a inércia do governo de Alagoas, 170 concursados para o cargo de bombeiros cobram, agora, a homologação do resultado final do exame toxicológico para darem início ao Curso de Formação de Oficiais (CFO) e o Curso de Formação de Praças (CFP). Eles reclamam que a demora está prejudicando a vida de todos.
Nessa quinta-feira (21), representantes dos concursados, do governo e do CBM/AL tiveram uma reunião, mas nada ficou definido. Segundo Emanuel Alves, um dos aprovados, o Estado pediu mais um prazo para homologar o resultado.
“Todo mundo está com o enxoval comprado e não começa o curso. O resultado final já foi adiado três vezes. E a preocupação deles agora não é nomear, é ganhar voto para as eleições. O estado se encontra em uma situação de calamidade, com as fortes enchentes recentes, precisa urgentemente de efetivo, e a imagem que passa é que o governo - no momento - está mais preocupado com a eleição, que só ocorrerá em outubro, do que priorizar a nomeação de novos servidores para ajudar na prestação do serviço para a sociedade. São 170 aprovados, capacitados e aprovados em todas as etapas e já com o enxoval comprado. Estamos prontos para iniciar o CFP e CFO hoje mesmo", disse.
O concurso foi alvo de investigação, cujo inquérito já foi concluído, onde 77 pessoas foram indiciadas e, destas, 61 foram afastadas. As fraudes ocorreram em três certames realizados em Alagoas: o de soldado da PM, oficial da PM, soldado do Corpo de Bombeiros e agente da Polícia Civil.
Segundo os investigadores, os suspeitos conseguiam colocar a prova presa ao corpo e pediam para ir ao banheiro a fim de contatar pessoas em ambiente externo para pegar respostas. Em regra, era cobrado o valor de R$ 5 mil para participar do esquema e ter acesso às respostas corretas das questões referentes às provas de cargos que exigiam o Ensino Médio. Para as questões de nível superior, esse valor dobrava e subia para R$ 10 mil.
Para Emanuel, as etapas do concurso deveriam continuar. “Se lá na frente eles forem culpados, exclui eles do certame. Todo mundo está com o enxoval comprado e não começa o curso”, lamenta.
Ele conta que muitos aprovados já deixaram seus empregos, mas continuam na incerteza da nomeação. “A gente não consegue fazer nada da nossa vida, muita gente alugou casa em Arapiraca pensando que já iria começar o curso e estamos com essa indefinição, muita gente pediu demissão dos empregos e não fez nada até agora. No governo passado, os servidores sabiam de tudo que ocorria no processo, esse novo (governo atual) mudou muita coisa e os prejudicados somos nós”, expôs.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) e aguarda um retorno.


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