Após surgimento de rachaduras, 95% dos empresários do Pinheiro têm queda no faturamento
Pesquisa foi feita pela Fecomércio. Instituição pede ao governo isenção tributária e perdão de dívidas a esses comerciantes.

Fonte: G1 AL
Rachaduras e crateras surgem no bairro do Pinheiro, em Maceió, desde 2018 Foto: Reprodução/TV Gazeta
Uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL) nesta terça-feira (5) revela que 95% dos comerciantes do bairro do Pinheiro, em Maceió, sofreram redução na receita. A instituição acredita que essa redução se deve devido ao surgimento de rachaduras e crateras na região desde o ano passado.
Para evitar danos financeiros ainda maiores, o órgão pede ao governo a isenção de impostos e o perdão da dívida tributária a esses empresários.
A Fecomércio explica que a pesquisa foi feita a partir de entrevista pessoais com 117 comerciantes do bairro, nos dias 21 e 22 de janeiro.
Segundo informações da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) coletadas pela Fecomércio, existem cerca de 2.700 empresas ativas no bairro, sendo 2.060 empresas microempresas, 360 Empresas de Pequeno Porte (EPP) e 248 não são identificadas em termos de porte empresarial.
Para 57,3% dos empresários ouvidos pela pesquisa, o movimento de clientes reduziu mais em janeiro de 2019. Para 32,5% desses comerciantes dizem ter sentido essa mesma queda a partir de dezembro do ano passado.
Com o objetivo de evitar danos ainda maiores, o presidente da Federação, Wilton Malta, encaminhou ofício ao governador Renan Filho (MDB) solicitando a remissão, que é um perdão da dívida tributária, a anistia de multas e algum tipo de benefício fiscal, como a isenção parcial de ICMS ou a redução da base de cálculo para os comerciantes do Pinheiro.
“Sabemos que o Estado e a Prefeitura estão sensíveis à situação do Pinheiro. Pedimos atenção para os milhares de empresários da região, pois muitos, além de morarem no local, ainda têm o bairro como sustento, ou seja, o transtorno é duplo”, afirmou Malta.
Sobre o pedido feito pelo presidente da Fecomércio, a Prefeitura de Maceió disse, em nota, que está trabalhando no projeto de lei que será encaminhado à Câmara Municipal, propondo a isenção do IPTU e de outros tributos municipais como as taxas de Localização e Funcionamento e a Taxa de Vigilância Sanitária para as empresas localizadas nas áreas afetadas. O Município diz ainda que acompanha de perto a situação do Pinheiro e está empenhado em oferecer o suporte necessário aos contribuintes da região.
Perfil do comerciante
A pesquisa ainda revelou que 91% dos entrevistados que têm comércio no Pinheiro não possuem outra renda, o que, para a instituição, é um dado preocupante.
A maior parte do comércio da região é de salões de beleza (20,5%); mercadinho/mercearia (11,1%); restaurante (7,7%); vestuário (6,8%); padaria/lanchonete (4,3%); oficina/lojas de peças (4,3%); comércio de bebidas (4,3%); farmácia/manipulação (3,4%), material de construção (1,7%), outros (35,9%).
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Gráfico da Fecomércio mostra a quantidade de comerciantes do bairro do Pinheiro, em Maceió, que responderam sobre redução de danos na receita — Foto: Fecomércio/Divulgação


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