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Anderson Torres diz que a Polícia Militar do DF não seguiu plano para o 8 de janeiro

Segundo a defesa, ele respondeu a todas as perguntas feitas e apresentou versão sobre os ataques extremistas em Brasília


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  Fonte: R7 - Por Helen Leite

Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF

Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF   Foto: Reprodução/R7/Adriano Machado/Reuters - 28.10.2022

Postado em: 03/02/2023 às 18:13:35

Preso desde 14 de janeiro, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-secret[ario de Segurança Pública do DF Anderson Torres disse à Polícia Federal que houve "falha grave" da Polícia Militar do DF e que a corporação não seguiu o plano elaborado pela pasta nos atos de 8 de janeiro em Brasília. Ele prestou depoimento na Polícia Federal por cerca de dez horas nesta quinta-feira (2).

Torres é investigado por omissão dolosa e conivência com os atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, na capital federal. O ex-secretário disse também que o governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB), sabia que ele viajaria para os Estados Unidos em 6 de janeiro, às 23h50, e que as passagens foram compradas em 21 de novembro. No entanto, afirmou que "nunca recebeu nenhum pedido do governador Ibaneis para que negligenciasse a segurança pública; ao contrário, ele sempre foi muito preocupado com a manutenção da ordem".

Torres disse ainda que não esqueceu o celular nos Estados Unidos, mas que o perdeu. Segundo ele, todas as conversas profissionais e pessoais que ele teve estavam no aparelho. Ele se ofereceu para fornecer login e senha para o acesso aos dados hospedados na internet.

Para o ex-secretário, a minuta de um golpe de Estado encontrada pela Polícia Federal na casa dele, que forçaria a alteração dos resultados das eleições presidenciais, é um documento "totalmente descartável". "Um documento sem viabilidade jurídica [...] que, na verdade, já era para ter sido descartado", afirmou.

Os advogados do ex-secretário, Demóstenes Torres e Rodrigo Roca, chegaram por volta das 10h ao 4º Batalhão da Polícia Militar do DF. O depoimento começou às 10h30. O Ministério Público Federal (MPF) também participou da oitiva. 

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