MUNDO

África se prepara para confinamento pelo coronavírus

Na África Central, o presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, anunciou restrições noturnas ao movimento das 19h30 às 6h, que começaram a valer no domingo.


icon fonte image

  Fonte: Com Estado de Minas

 Em Gana, populares se protegem como podem na tentativa de evitar o contágio pelo coronavírus

Em Gana, populares se protegem como podem na tentativa de evitar o contágio pelo coronavírus   Foto: Reprodução/© Nipah Dennis/AFP

Postado em: 24/03/2020 às 06:53:47

A África está se preparando para o confinamento, já em vigor em Ruanda e Maurício, e iniciado ontem em Lubumbashi, capital econômica da República Democrática do Congo (RDC), para enfrentar o coronavírus em um contexto material e cultural desfavorável. A atividade em Lubumbashi – sede da economia mineradora da RDC – e seus 4 milhões de habitantes pararam ontem por 48 horas, por ordem das autoridades provinciais. O motivo: dois passageiros de Kinshasa deram positivo para a COVID-19 quando saíram de um voo regular com 77 pessoas.

Cerca de 30 casos foram declarados oficialmente desde 10 de março na RDC – com duas mortes – todos na capital, de 10 milhões de habitantes. Quatro deputados pediram para "colocar Kinshasa em quarentena e isolá-la do resto do país", para impedir a propagação do vírus no território de 2,3 milhões de quilômetros quadrados e pelo menos 80 milhões de habitantes.

Na África Ocidental, os presidentes do Senegal, Macky Sall, e da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, já haviam determinado o fechamento de fronteiras e locais públicos, mas a expectativa é de que anunciem novas medidas. Com 67 casos anunciados oficialmente – sem mortes –, o Senegal é um dos países da África Ocidental onde o coronavírus está mais presente.

RESTRIÇÕES  

Em Burkina Faso – com um total de 99 casos – as autoridades contemplam cada vez mais um confinamento total da população em um período de duas a três semanas. Na África Central, o presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, anunciou restrições noturnas ao movimento das 19h30 às 6h, que começaram a valer no domingo. No vizinho Camarões (56 casos), o confinamento ainda está em debate. "Esperamos que não tenhamos que confinar o país inteiro", disse a ministra da Saúde Malachie Manaouda.

Ruanda (17 casos relatados) proibiu "movimentos não essenciais" desde sábado. "Duas semanas sem trabalho em uma cidade onde tudo é caro é uma sentença de morte", diz Alphonse, de 29 anos, que trabalha em seu táxi. Desde sexta-feira, os 1,3 milhão de habitantes das Ilhas Maurício, localizada a 1.800 quilômetros da Costa Leste da África, devem permanecer confinados em suas casas por 14 dias. A Nigéria está tentando aplicar as medidas já em vigor, começando com a proibição de multidões.

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem