Advogado foi assassinado na Ponta Verde, em Maceió, por ordem do sócio, diz SSP
Dívida de R$ 600 mil pode ter motivado o crime; vítima foi avisada do crime uma semana antes. Executores presos disseram que foram contratados por Sinval Alves; ele nega.

Fonte: G1 AL
Advogado José Fernando Cabral de Lima, 52, foi assassinado em prédio comercial na Ponta Verde Foto: Reprodução/TV Gazeta
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) confirmou nesta quarta-feira (2) que o advogado José Fernando Cabral de Lima, 52, assassinado dentro do escritório na Ponta Verde, Maceió, foi morto a mando do sócio dele, Sinval José Alves, que está preso desde o dia 12 de abril.
O crime aconteceu no do dia 3 de abril. Dois homens chegaram em uma motocicleta, entraram no escritório, anunciaram um assalto e atiraram na vítima. No local, também estavam Alves e um funcionário dos sócios, mas só Lima foi baleado.
De acordo com os investigadores, Alves nega a acusação, mas dois suspeitos de serem os executores foram presos e afirmaram que foram contratados por ele. A dupla foi identificada com Denisvaldo Bezerra da Silva e Irlan Almeida de Jesus.
Ainda de acordo com a polícia, Almeida informou que o valor combinado para a realização do crime foi por volta de 15 mil reais. Ele já foi reconhecido por várias testemunhas.
"O autor devia à vítima entorno de R$ 600 mil, o que pode ter motivado o crime", disse o delegado Eduardo Mero, Coordenador da Delegacia de Homicídio da Capital.
Além dos presos, a polícia investiga participação de outras duas pessoas no crime, um homem identificado como Raimundo Pereira da Silva, que trabalha como gesseiro, e outro que não teve o nome revelado.
A polícia disse ainda que Raimundo Silva foi uma semana antes do crime até o escritório dos advogados com um bilhete, escrito em um pedaço de boletim de ocorrência, para avisar à vítima de que estavam planejando o crime.
"O gesseiro é uma figura interessante porque ele permeia todo o crime. A gente não tem como identificar quem foram os contratados anteriormente e não executaram o crime. O gesseiro sabe, tanto que ele tem posse dessas informações, de que o sócio estava traindo [a vítima]. No bilhete, o gesseiro avisou ao Fernado para que ele tomasse cuidado, que ele era uma pessoa boa e uma pessoa de confiança estava o traindo", contou a delegada Simone Marques.
A vítima recebeu o bilhete e, segundo as investigações, ficou com medo de se encontrar com o sócio no escritório, quando foi marcada uma reunião com ele, mas ainda assim compareceu. Ele foi morto neste dia.
"O gesseiro, depois que o crime ocorreu, procurou Sinval já sabendo de que ele era o mandante para dizer que tinha conhecimento do crime, almejando uma vantagem financeira entre 10 e 20 mil reais", relatou a delegada.
Sinval José Alves foi preso dias depois do crime, em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Ele depôs por mais de 5 horas na Delegacia de Homicídios e depois foi levado para o Sistema Prisional.
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Cúpula da Segurança Pública de Alagoas detalha investigação do assassinato de advogado na Ponta Verde, em Maceió (Foto: Matheus Tenório/G1)
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Sinval José Alves foi preso dias depois do assassinato do sócio, José Fernando Cabral de Lima. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)


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