POLÍCIA

Advogado diz que família Boiadeiro tramou assassinato dos Dantas para se livrar da própria morte

Polícia descobriu plano para matar Marina e Paulo Dantas. Advogado confirma, mas diz que Boiadeiros só fizeram isso porque descobriram plano contra eles por parte do casal.


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  Fonte: G1 AL - Por Roberta Cólen

Áudios divulgados pela Polícia Civil revelam organização de crime para matar Marina e Paulo Dantas

Áudios divulgados pela Polícia Civil revelam organização de crime para matar Marina e Paulo Dantas   Foto: Reprodução/TV Gazeta

Postado em: 10/02/2019 às 21:08:33

O advogado que representa os Boiadeiros, Tuca Maia, confirmou que a família planejou assassinar a prefeita de Batalha, Marina Dantas (MDB), e o deputado estadual Paulo Dantas (MDB), mas que só fez isso para se livrar da própria morte.

Áudios gravados em 2018 revelam o crime contra Marina e Paulo sendo organizado. Para a Polícia Civil, um dos suspeitos é José Márcio Cavalcanti de Melo, o Baixinho Boiadeiro.

Segundo o advogado, um pistoleiro procurou Dênis Boiadeiro e denunciou que foi contratado por Paulo Dantas para matar os Boiadeiros. Então, o pistoleiro fez uma contraproposta para que ao invés de matar os Boiadeiros, executasse a prefeita e Paulo Dantas. A reportagem tentou localizar o deputado, mas não conseguiu.

Maia cedeu ao G1 um áudio gravado por Dênis em que ele explica a sua versão dos fatos (veja os trechos abaixo).

"Nos últimos dias surgiram alguns áudios meu e do meu primo [Baixinho Boiadeiro] sobre algumas coisas que iriam acontecer. Eu estou aqui para explicar o verdadeiro motivo e como foi feita essa trama. No mês de maio de 2018 eu recebi uma ligação de um rapaz chamado Adriano. Ele pediu para se encontrar comigo sobre algumas coisas iriam acontecer com a minha família".

"Chegando lá, ele me mostrou algumas conversas via WhatsApp que eram do Teobaldo, irmão da Marina Dantas, e do Ermes, chefe da segurança de Paulo Dantas. Eles encomendavam a morte do meu pai, meu tio Pinto, meu primo Alexandre, o meu primo José, e o meu primo Baixinho. A cabeça de cada um valeria R$ 150 mil, só que o Adriano me fez uma proposta que ele disse que se nós dobrássemos o valor, e ele faria o contrário: mataria Marina e Paulo Dantas", diz um dos trechos do áudio.

A reportagem também tentou falar com Marina Dantas e Ermes, mas não os localizou.

A conversa com o pistoleiro teria acontecido em um posto de combustíveis da cidade de Lajedo, em Pernambuco. Depois disso, Dênis afirma que procurou Baixinho.

"Conversei com meu primo Baixinho. Ele ficou atordoado, com medo por essa situação. Chegamos no acordo de aceitar o acordo que Adriano nos propôs. Durante 30 dias ficamos em comunicação de serviço que iria acontecer, mas percebi que Adriano seria um picareta a mando de Paulo Dantas, Ermes, Teobaldo e Marina. Eles estavam procurando provas contra nós para nos punir. Só que a gente percebeu um pouco tarde, mas percebemos. Então, descartamos qualquer ligação com o Adriano e não quis mais saber dessa vingança", ressaltou em um dos trechos do áudio.

Baixinho está preso por pelo homicídio do vereador de Batalha Tony Pretinho e também pela tentativa de assassinato a José Emílio Dantas. No dia 5 deste mês, ele foi condenado junto com o irmão por um duplo homicídio.

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