Acusado de matar dono do Maikai é condenado a 29 anos de prisão.
Ele foi condenado a 28 anos pelo crime de homicídio e mais um ano quatro meses e doze dias pela fraude processual.

Fonte: G1
Marcelo Carnaúba foi condenado a 29 anos de prisão pela morte de Guilherme Brandão, dono do Maikai Foto: Anderson Macena/MP
Marcelo dos Santos Carnaúba, acusado de matar Guilherme Brandão, o dono da Choparia e do Show Bar Maikai, foi condenado, na noite desta quinta-feira (13), a 29 anos quatro meses e doze dias. O julgamento, que começou na manhã desta terça, foi conduzido pelo juiz Geraldo Amorim.
Ele foi condenado a 28 anos pelo crime de homicídio e mais um ano quatro meses e doze dias pela fraude processual.
Durante o depoimento, Carnaúba falou sobre a falsa versão de assalto que deu quando a polícia foi acionada para a ocorrência, em fevereiro de 2014.
Umas das testemunhas ouvidas no julgamento foi a ex-esposa de Guilherme Brandão, mãe dos filhos dele. Elas contou que os filhos ainda choram a morte do pai.
Marcelo Carnaúba foi preso em 2014, dias após o crime. Ele continuou preso até o dia do julgamento.
Em entrevista ao G1 o pai da vítima, José Eutímio Brandão, falou da falta do filho.
"Nós lidamos há 5 anos, 3 meses e 18 dias com a falta dele. Eu confio primeiramente em Deus e em segundo lugar na Justiça alagoana. Tem sido muito severo. Tenho uma saudade muito grande da vida que nós levávamos, da maneira que meu filho vivia. Temos que pedir a Deus, a clamar por Justiça", disse Eutímio Brandão.
O Ministério Público pediu condenação máxima para Carnaúba. "O MP defende a tese de homicídio qualificado, ele cometeu o crime para encobrir as fraudes na empresa. A vítima foi morta com um tiro na nuca, sem chances de defesa. Ele também fraudou a cena do crime e fez o retrato falado de autores do crime que nunca existiram", disse o promotor Leonardo Novaes Bastos.
A tese da defesa, feita pelo advogado Raimundo Palmeira, foi de que o crime não foi premeditado, nem cometido para ocultar desvios financeiros. "As transferências da empresa para Marcelo eram pagamentos por compras realizadas no cartão do réu", afirmou.
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Corpo de Guilherme Brandão foi encontrado dentro do escritório de sua empresa. — Foto: Reprodução/Facebook
Crime
O empresário Guilherme Paes Brandão, 39 anos, foi morto em 26 de fevereiro de 2014, dentro da casa de shows, que fica no bairro da Jatiúca, parte baixa da capital.
A princípio, as informações sobre o caso davam conta de que dois homens haviam entrado armados no estabelecimento, atiraram no empresário e fugiram levando cerca de R$ 2 mil.
Dias depois, no entanto, Marcelo Carnaúba, que era gerente administrativo e financeiro do local, confessou a autoria do crime. À polícia, ele disse que havia comprado uma arma no bairro do Tabuleiro e, após uma discussão no escritório, atirou contra Brandão.
Investigações concluíram que o réu estava desviando dinheiro dos negócios, até que foi descoberto pelo empresário, que ameaçava denunciá-lo à polícia. Pressionado, o gerente armou a morte do patrão de forma a parecer um assalto.
Ainda de acordo com as investigações, o gerente teria ligado o gerador da casa de shows para evitar que alguém ouvisse o disparo. Ele retornou ao escritório e atirou após ser empurrado por Brandão para fora da sala.
“Já dentro da sala, Brandão foi atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca, o que nos fornece a certeza de que o empresário recebeu o ataque nas costas e pelas costas, vale dizer, por traição e de forma a não ter qualquer chance de defesa”, disse um trecho da denúncia do MP.
Em 2015, a defesa do réu entrou com um pedido de habeas corpus, que foi negado pela Justiça.


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