Acusado de agredir esposa, prefeito de Maribondo tem prisão mantida pelo TJ-AL
Leopoldo Pedrosa (PRB) está preso desde junho após denúncia da esposa e da sogra. Desembargador entende que prisão é necessária para segurança da vítima.

Fonte: G1 AL
Procuradoria-Geral de Justiça ofereceu denúncia contra Leopoldo Pedrosa (PRB) com base na Lei Maria da Penha Foto: Reprodução/G1AL /TV Gazeta
Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) manteve a prisão preventiva do prefeito de Maribondo, Leopoldo Pedrosa (PRB). Ele está preso desde junho acusado de agredir a esposa e a sogra. A decisão foi tomada pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa nesta terça-feira (11).
Para tentar conseguir a liberdade, a defesa de Pedrosa alegou ausência de provas, argumento refutado na decisão do desembargador.
“Em crime desse jaez, cometido nas dependências de uma residência familiar, vale dizer, sem a presença de testemunhas isentas e alheias aos fatos, decerto, as palavras da vítima, desde que verossímeis, assumem especial relevo e contorno, nos termos da jurisprudência pátria. E não poderia ser diferente. Contemplar entendimento diverso, fazendo pouco caso do relato de pessoa vítima de violência doméstica, é o mesmo que incentivar o crime”, diz trecho da decisão.
De acordo com o processo, Meiry Emanuella Oliveira Vasconcelos afirmou ter sido agredida a ponto de desmaiar. A mãe dela, Rosineide de Oliveira Vasconcelos, também apanhou, e só não foi agredida com um pedaço de pau porque a outra filha, interveio.
Para João Azevedo Lessa, a conduta do prefeito exige intervenção mais severa, para garantir a integridade física e psicológica da vítima. Segundo o TJ, a esposa de Leopoldo relatou à polícia ter recebido diversas ameaças de morte.
“Ora, não é por que as medidas protetivas de urgência aplicadas em favor de Meiry Emanuella se expiraram que o representado passa a ter, automaticamente, a faculdade de reiterar as agressões físicas contra a sua companheira. Sabe, até mesmo em razão de decisão judicial anterior, que não pode fazê-lo”, avalia o desembargador.
Antes da decisão, o desembargador determinou que o processo fosse remetido à Procuradoria-Geral da Justiça, que ofereceu a denúncia contra o prefeito com base na Lei Maria da Penha.
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) também requereu a manutenção da prisão preventiva de Leopoldo Pedrosa, por causa da “iminente ameaça à vida e a integridade física das referidas vítimas, assim como a própria instrução penal”.


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