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'Acabaram com a minha vida', diz mãe de criança sequestrada e morta no Clima Bom

Sepultamento aconteceu neste domingo (13), no cemitério São José, no Trapiche da Barra


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  Fonte: Portal Gazetaweb - Por Hebert Borges

Darcinéia Almeida Campos (centro) chorava a morte do filho de 7 anos

Darcinéia Almeida Campos (centro) chorava a morte do filho de 7 anos   Foto: Reprodução/Gazetaweb/Hebert Borges

Postado em: 13/10/2019 às 16:21:14
O choro contido de Darcinéia Almeida Campos deu lugar a gritos de desespero, quando viu, pela última vez, o rosto do filho D.A.C, de 7 anos, que foi sepultado neste domingo (13), no cemitério São José, no bairro do Trapiche da Barra.

O menino foi sequestrado na última sexta-feira (11), no bairro Clima Bom, e teve o corpo encontrado na madrugada de sábado (12), no mesmo bairro, com marcas de facadas na cabeça e pescoço, porém limpo, sem marcas de sangue.
 
Desolada, a mãe lembrava do menino e gritava. "Meu filho era um inocente, não fazia mal nenhum, só queria ser feliz". A pausa na argumentação terminava com a sentença. "Acabaram com a minha vida".
 
Aparentemente ainda sem entender a tragédia que se abate sobre sua família, o irmão gêmeo, e de mesma iniciais de D.A.C, consolava a mãe. "Não chora, mãe. Por que a senhora está chorando". Inseparáveis, segundo a família e professores, ele olhou pela última vez para seu irmão e despediu-se.
Segundo o relato do padrasto da vítima, José Roberto, de 49 anos, conhecido como "Beto da Bike", os dois menino saíram de casa por volta de 13h para levar um garfo para ele na oficina em que trabalha. A mãe tinha ido antes levar o almoço e esqueceu o objeto. 
 
"Quando passou mais de uma hora e eles não chegavam a gente estranhou, foi aí que o outro chegou em casa e já vinha pela rua dizendo: uma bruxa pegou meu irmão?.A partir daí começou o desespero", lembra. 
 
De acordo com José Roberto, o menino contou que a mulher que levou o irmão tinha cabelos verdes e estava numa bicicleta e que só não foi levado também porque conseguiu morder ela e fugir.
 
Os motivos do crime ainda são incertos para a família. O relacionamento entre José Roberto e mãe dos meninos tem cerca de um ano, segundo ele.
 
"O pai que criou ele morreu, e o pai biológico não sabe deles desde que as crianças nasceram", revelou. O padrasto disse ainda que há uma disputa de herança que ele não soube detalhar.
 
O crime é investigado pelo delegado Bruno Emílio, da Delegacia de Homicídios da Capital.
 
Protesto
 
Revoltados com o brutal assassinato de um garoto de apenas sete anos, moradores do Clima Bom fazem um protesto na BR-316, que corta o bairro, para pedir celeridade nas investigações sobre o crime. Com faixas e cartazes, eles bloquearam parte da pista ateando fogo em pedaços de madeira e pneus velhos.
 

População do Clima Bom fecha parte da BR-316 em protesto a morte do garoto de 7 anos

FOTO: Cortesia

 

 

 

 

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