A nova arte do poeta-artesão Túlio dos Anjos – o mestre da natureza
Um sério problema de saúde o afastou das atividades de campo e, atualmente, o técnico em Agropecuária e em Agrecologia sobrevive da produção artesanal de caqueiras e venda de plantas ornamentais.
O poeta-artesão Túlio dos Anjos Foto: Notícia Quente/Helio Fialho
Uma pessoa que nasceu numa terra banhada pelo Velho Chico e passou toda sua infância e adolescência viajando pelas águas do rio São Francisco dentro de uma canoa de tolda, ouvindo as histórias, conhecendo as lendas e vivenciando os mistérios do antigo Opara – só podia tornar-se um cidadão vocacionado para as artes.
Estamos falando sobre o poeta e artesão Tulio dos Anjos, amante e grande defensor do “rio da integração nacional”, um dos ribeirinhos a denunciar a gravíssima agressão ambiental e a morte iminente do rio São Francisco através do belo poema de sua autoria “Lágrimas do Velho Chico”, uma obra que o projetou no mundo literário.
Este homem simples e inteligente é filho de um dos mais notáveis mestres populares do rio: o saudoso canoeiro Raul Nicácio, um cidadão trabalhador que conhecia cada palmo do Baixo São Francisco porque ele passava a maior parte de seu precioso tempo pilotando a “Mercedes”, uma canoa de tolda que tinha capacidade para transportar 300 sacas de 60 quilos, ou seja, 18 toneladas, fazendo o trajeto Pão de Açúcar/Propriá/Penedo.
Nascido no Povoado Jacarezinho, lugarejo ribeirinho cravado na zona rural do município alagoano de Pão de Açúcar, o poeta-artesão Jivaldo dos Anjos Vieira, conhecido popularmente como “Tulio dos Anjos”, tornou-se, também, um mestre da cultura popular ribeirinha, principalmente porque conseguiu agregar seus ricos conhecimentos empíricos com seu vasto aprendizado científico adquirido ao longo de seus estudos, experiências e atuação como técnico em Agropecuária e Agroecologia.
Ele é possuidor de um currículo que faz encher os olhos de qualquer pessoa que o leia. Foi gerente do Núcleo de Desenvolvimento Comunitário (NUDEC); coordenador de Projetos da Cooperativa de Bancos Comunitários de Sementes (COOPPABACS); educador popular junto ao SEBRAE/Xingó e SEBRAE Alagoas; coordenador do Fórum de Desenvolvimento Local e Desenvolvimento Sustentável; assistente administrativo e secretário executivo na Secretaria Geral da Obra de Xingó.
Já foi homenageado com o título de “Cidadão Ambientalista”, conferido pela Associação Nacional de Proteção Ambiental (ANPAMA), pela sua luta em defesa do meio ambiente.
É imortal da Academia de Letras de Pão de Açúcar (ALEPA), onde destaca-se como um dos fundadores desta entidade e assume o cargo de diretor administrativo. Faz parte da Associação Teatral Opara, exercendo o cargo de diretor administrativo. É fundador do Instituto Ambiental Luar, que homenageia o patriarca da família (“Seu Raul”), cuja entidade encontra-se em fase de estruturação.
O poeta-artesão
Este pão-de-açucarense, hoje com 56 anos de idade, sempre gostou de cultivar plantas e fazer artesanato, pela sua relação com a Agroecologia e, ainda, como terapia ocupacional, porém, nos últimos anos, vem passando por sério problema de saúde que o afastou das atividades de técnicas de campo, transformando a atividade que até então era considerada terapia, em arrimo.
Recentemente ele passou por uma delicada cirurgia no quadril, onde se encontra em fase de recuperação, embora continue produzindo suas peças artesanais e vendendo plantas ornamentais para sobreviver com muita honestidade.
Seu agronegócio fica localizado no trecho final da Avenida Manoelito Bezerra Lima (no Farol). Na grade de ferro de sua residência o cliente logo vê uma placa artesanal, em madeira, com o anúncio: “Vendo Plantas”.
Logo ao adentrar no recinto, na primeira dependência ao ar livre, o cliente contemplará um ambiente repleto de plantas de paisagismo e folhagens. E a predominância do verde natural de várias espécies cultivadas na pequena área transmite uma sensação de profunda paz promovida pelo contato com a natureza – uma verdadeira terapia natural.
Seu artesanato principal é confeccionado a partir de cabos de vassouras e, também, do aproveitamento da casca de coco (fibra), transformando-se em belíssimas caqueiras que são vendidas a preços que variam de R$ 5,00 a R$ 40,00 reais. As peças são confeccionadas de acordo com a encomenda do cliente (tamanho, diâmetro, profundidade e outras exigências).
Qualquer pessoa interessada adquirir um de seus produtos e, também, conhecer o cantinho verde do artista Túlio dos Anjos, é importante anotar este número para contato: (82) 996870908. E para comprovar o que estamos afirmando, visite, veja e sinta.
Fotos: Notícia Quente/Helio Fialho


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