A Greve Geral que está parando o Brasil, nesta sexta-feira (28), poderia exigir o fim da reeleição para todos os cargos eletivos: presidente da república, governador, prefeito, senador, deputado e vereador.
No País, infelizmente, persiste na política o vergonhoso “princípio da má fé”.
Manifestação popular nas ruas do Brasil Foto: Reprodução/Redes sociais
Nesta sexta-feira, 28 de abril, a greve geral contra as reformas trabalhista e Previdenciária, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, conta com adeptos de todos os estados brasileiros.
Apenas no estado de São Paulo, ao menos 29 categorias cruzaram os braços contra as reformas trabalhistas e da Previdência. Em Alagoas, mais de 26 categorias estão mobilizadas e participando das manifestações.
Sou a favor da Greve Geral porque o Brasil precisa parar para os maus políticos ouvirem a voz do povo – porque todos estão surdos.
Hoje é um dia oportuno para o povo exigir, também, o fim da reeleição para todos os cargos eletivos: presidente da república, governador, prefeito, senador, deputado federal, deputado estadual e vereador.
O Brasil precisa dar um basta ao “político de carteirinha”, que faz do cargo eletivo uma profissão e, por isto, é eleito à custa da compra de votos, mantendo seus currais eleitoreiros, objetivando a perpetuação no poder.
Alguns sociólogos e cientistas políticos afirmam que o continuísmo e a perpetuação de um político no poder é uma porta escancarada para a prática da corrupção e do desvio de recursos públicos. Por isto, a alternância de pessoas em cargos eletivos (renovação) é fator preponderante para promover a probidade na Gestão Pública.
O povo deveria cobrar, também, mudanças nos critérios de escolha dos ministros e desembargadores, os quais ocupam os tribunais que representam a Justiça do Brasil, com destaque para o STF, STJ e tribunais de Justiça dos estados. A escolha destes magistrados deveria ser através do voto popular, para um mandato de cinco anos, sem direito a reeleição.
Segundo o jurista e professor Nelson Nery Júnior, “a incorreção de parte da atividade do STF como Corte Constitucional está na nomeação vitalícia dos ministros (deveria haver mandato por prazo determinado) e no fato de que os Poderes Judiciário e Legislativo não participam eficazmente da escolha de seus membros, como seria correto [...]. O Executivo, portanto, é o único dos Três Poderes que pode indicar e nomear juiz integrante do tribunal constitucional federal brasileiro.
No nosso País, infelizmente, persiste na política o vergonhoso “princípio da má fé”, preservado para impor a “lei do interesse próprio”. Um exemplo deste princípio antiético, imoral e asqueroso foi dado pelo Presidente Michel Temer, que nos próximos dias irá exonerar 13 ministros da sua equipe de governo, para que estes possam reassumir seus mandatos na Câmara dos Deputados e, assim, poderem votar a favor do projeto de Reforma da Previdência.
A decisão de Temer foi anunciada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, após reunião do presidente com a equipe ministerial na tarde de 24 deste mês, no Palácio do Planalto. “É um reforço. É como se fosse reforçar o time em campo. Vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presente dos ministros na Câmara dos Deputados”. Logo após a votação, os 13 deputados federais voltarão a ocupar seus respectivos ministérios. Tem comportamento mais asqueroso que este do Presidente Temer?!
Sobre a Greve Geral, sendo dentro da ordem e da decência, não depredando o patrimônio público, nem saqueando casas comerciais e não executando cidadãos de bem, sou a favor da manifestação.
Oxalá os manifestantes não sejam recebidos a bala e a cassetete, como na época da repressora Ditadura Militar. O povo unido jamais será vencido!!!


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