2019 – centenário de Jackson do Pandeiro
Em Campina Grande, Jackson trabalhou como engraxate e ajudante de padaria. Nas feiras conviveu com artistas populares, como coquistas e violeiros.

Fonte: Nata Forrozeira
Ao lado de Luiz Gonzaga ele foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nordestinas Foto: Reprodução/Nata Forrozeira/
Paraibano, de Alagoa Grande, José Gomes Filho ficou conhecido como Jackson do Pandeiro, o rei do ritmo. Os forrozeiros que conhecem bem as canções dele e importância para a música brasileira celebram o centenário de nascimento de um dos grandes mestres do forró, que veio ao mundo em 31 de agosto de 1919 e nos deixou no início da década de 1980. Ele é um dos homenageados no tema do Nata Forrozeira deste ano – edição Grandes Mestres.
Jackson do Pandeiro ganhou a crítica especializada que reconheceu a facilidade que tinha para cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval. Muitos o consideram o maior ritmista da história da MPB e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns. Entre os trabalhos estão ‘Vou Gargalhar’, ‘Forró em Caruaru’, ‘O Canto da Ema’, ‘Como Tem Zé na Paraíba’, ‘Bodocongó’ e ‘Sina de Cigarra’.
Ele era filho de uma cantadora de coco, Flora Mourão. Através dela Jackson começou a tomar gosto pelo ritmo como tocador de zabumba. Após a morte do pai, José Gomes, no início dos anos 30, a família mudou-se para Campina Grande. A pé, Flora e três filhos. José (Jackson), Severina e João, viajaram por quatro dias em busca de vida nova.
Em Campina Grande, Jackson trabalhou como engraxate e ajudante de padaria. Nas feiras conviveu com artistas populares, como coquistas e violeiros. Seu nome artístico originou-se das brincadeiras de criança, ainda em Alagoa Grande, dos filmes de faroeste, no tempo do cinema mudo, onde se autodenominava Jack, inspirado em Jack Perry, artista dos referidos filmes. O apelido pegou, e em Campina Grande, após iniciar como pandeirista ficou conhecido como Jack do Pandeiro, e passando a acompanhar artistas da terra.
Nos anos 30 e 40 Jackson já era formado no mundo dos ritmos, pois em Campina Grande e João Pessoa passou pela zabumba, bateria, bongô até chegar profissionalmente ao pandeiro. Somente em 1953, com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: ‘Sebastiana’, de Rosil Cavalcantii. Logo depois, emplacou outro grande hit: ‘Forró em Limoeiro’, rojão composto por Edgar Ferreira.
Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, em 10 de julho de 1982, em Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença de músicos e compositores populares. Hoje seus restos mortais se encontram em sua terra natal, localizado em um memorial preparado em sua homenagem pelo povo alagoagrandense.
(fonte: site Wikipedia)


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