RELIGIÃO

Padre Fábio de Melo defende união civil entre homossexuais: 'É uma questão de justiça'

Padre comentou fala de Papa Francisco sobre união civil entre pessoas do mesmo sexo. Pontífice defendeu que as uniões sejam reconhecidas por lei para garantia de direitos.


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  Fonte: Com TNH1 - Por G1

Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo   Foto: Reprodução

Postado : 30/10/2020

O padre Fábio de Melo se posicionou a favor da declaração do Papa Francisco sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo em uma live no Instagram nesta quinta-feira (29).

"Não cabe a mim como padre, como religioso ficar impondo ao outro uma regra que não me diz respeito. É uma questão de justiça", declarou. 
 

Papa Francisco se posicionou sobre o assunto no dia 21 de outubro, quando deu uma declaração. "As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso".

A fala diz respeito a união civil, reconhecida por lei, não no casamento religioso. No dia, Francisco ainda reforçou: "O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados".

Fábio de Melo endossou a posição do pontífice. Ao empresário, explicou que desde 2013 já havia se posicionado publicamente a favor de que a lei reconhecesse a união entre pessoas do mesmo sexo, para que tivessem seus direitos preservados. Disse ainda que à época, a posição teria desagradado uma ala conservadora da igreja.

"Eu fui execrado pela ala mais conservadora da igreja porque eu fiz justamente essa distinção. Nós precisamos saber distinguir o que é uma regra religiosa do que é uma regra civil. Porque somos religiosos nós não temos que impor às pessoas que não são as nossas regras ou impedi-las de terem os seus direitos civis garantidos", disse.

O sacerdote ainda falou sobre o diálogo com o público transsexual e reforçou que é contra julgamentos. "Jesus queria saber quem era honesto com os sentimentos que tinha, com a vida que vivia. Não existia essa pergunta, de onde você veio? Qual a sua religião. Ou 'Ah, não posso te ajudar porque você tem uma vida irregular.' Não. eu não quero essa religiosidade", disse.

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