MUNICÍPIOS

Moradores de Águas Belas (PE) e índios da tribo Fulni-ô fecham trecho da BR 424 em manifestação contra a falta de água

Segundo um dos líderes da manifestação, ‘estão retirando os canos que seriam para beneficiar o trecho da Adutora do Agreste que abastecerá Águas Belas e levando para outras cidades. Isso os moradores não aceitam!’.


Manifestação contra a falta de água em Águas Belas (PE)...

Manifestação contra a falta de água em Águas Belas (PE)...   Foto: Notícia Quente/Helio Fialho

Postado : 12/03/2019   /   por Redação

Moradores da cidade de Águas Belas (PE) , com a participação de índios Fulni-ô , promoveram , durante toda a manhã desta terça-feira (12), uma grande manifestação na BR 424 em protesto à falta de água no município. No protesto eles fecharam a estrada,  fizeram barricadas e, queimaram  pneus, impedindo o acesso de veículos, além  de colocarem uma grande faixa com os dizeres: “Não queremos mais promessas, queremos água”.  Segundo consta na faixa, a Loja Maçônica Estrela do Oriente apoia o protesto.

A reportagem do Notícia Quente pôde acompanhar de perto a manifestação que, segundo um dos principais líderes deste protesto, que se identificou como “Almir”, os moradores estão reivindicando a conclusão da obra da Adutora do Agreste, que se encontra com mais de 70% de suas obras concluídas e que já se encontra a cinco quilômetros da cidade de Águas Belas. Recentemente foram liberados recursos da ordem de R$ 82 milhões, pelo governo Bolsonaro, para conclusão desta obra, principalmente do ramal onde está incluído o município de Águas Belas.

Todavia, apesar da liberação dos recursos federais, os canos que foram colocados para beneficiar o município estão sendo retirados da entrada da cidade e levados para outras cidades, pois o nome de Águas Belas foi  retirado das reinvindicações.

“Há cinco anos os moradores de Águas Belas vêm sofrendo com a falta de água, onde as pessoas, para não morrerem de sede, estão comprando uma carga de água com mil litros por R$ 25,00 reais, já que uma carrada de água potável fornecida por caminhões-pipa custa R$ entre 250,00 e R$ 300,00 reais, sacrificando, principalmente, os moradores que não têm condições de comprar. Esses moradores estão deixando de comprar um quilo carne, um quilo de açúcar e o leite dos filhos, para comprar água, pois água é vida. Então, se já existe os poços cavados na baixa funda do Tupanatinga, que beneficia esse ramal do Agreste, só precisa da boa vontade do governo estado em liberar R$ 8 a 10 milhões de reais, para finalizar esta obra e ficar todo mundo satisfeito porque vai beneficiar  Águas Belas, Itaíba e Iati”, concluiu Almir.

Sobre o fim da manifestação, os líderes do protesto afirmaram que só desobstruirão o trecho da BR 424 quando o governo mandar um representante para senta com as lideranças que estão a frente do movimento e assine um documento oficial que garanta a conclusão da obra, para beneficiar a população. “Não acreditamos mais em palavras, pois já fizeram muitas promessas que não foram cumpridas. Só vale agora assinaturas em documento oficial”, concluiu o líder do movimento.

Índios da tribo Fulni-ô dançaram e cantaram em protesto contra a falta de água no município de Águas Belas, onde ficam suas terras. A manifestação também uniu grupos políticos da situação e da oposição, já que se trata de um pleito de interesse de toda a população.

Fotos: Notícia Quente/Helio Fialho

Clique na galeria e confira todas as fotos.

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem