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Dia de Tiradentes: os políticos do Brasil são os autênticos imitadores de Joaquim Silvério do Reis

‘Se dez vidas eu tivesse, em todas eu roubaria’. Os traidores do povo contam com a conivência do Judiciário, contudo, não devem merecer o perdão das urnas.


  Foto: Reprodução/Google

Postado : 21/04/2021   /   por Redação

ARTIGO

 

Neste dia em que o Brasil homenageia TIRADENTES, o Mártir da Independência, a brasilidade e o ideal de liberdade deste herói jamais podem ser esquecidos. Ele foi um exemplo de luta e de inconformismo com a exploração e a corrupção impostas aos cidadãos brasileiros pela Coroa Portuguesa, na sua época. Porém, traído por Joaquim Silvério dos Reis, ele foi preso, condenado à morte por enforcamento e ao esquartejamento, para que as partes de seu corpo ficassem expostas ao público, de modo a desencorajar outras tentativas de rebelião.

Sua execução se deu dia 21 de abril de 1792, devido a seu envolvimento com a Inconfidência Mineira – um dos primeiros movimentos organizados pelos habitantes do território brasileiro, no sentido de conseguir a independência do país em relação a Portugal.

Os conspiradores, em sua maioria, eram homens ricos e cultos como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Pobre, somente o Tiradentes, que era um simples alferes (cargo militar semelhante ao de tenente), e que tinha esse apelido por exercer também o ofício de dentista. Entretanto, era ele quem saía às ruas, procurando conquistar a adesão do povo ao movimento. Resultado: durante o julgamento, todos os que tinham posses conseguiram escapar da pena máxima, trocando-a pela prisão ou pelo exílio.

Tiradentes, quando interrogado por seus julgadores, confirmou assumiu seu ideal de luta e de liberdade, dizendo: "se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria".

A Execução

E assim, numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo. O governo geral tratou de transformar aquela numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local.

Historiadores apontam essa como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidar a população para que não houvesse novas revoltas.

Executado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes. Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica (hoje Ouro Preto), tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul), Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz (antiga Carijós, atual Conselheiro Lafaiete), lugares onde fizera seus discursos revolucionários. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse.

E passados 229 anos deste acontecimento que transcende os séculos, os políticos brasileiros, desprovidos de brasilidade, desprezaram os ideias de luta de Tiradentes e preferiam seguir o vergonhoso exemplo de Joaquim Silvério do Reis, tornando-se desprezíveis traidores da Pátria e idealizadores de esquemas de corrupção – “Se dez vidas eu tivesse, em todas eu roubaria”. Passaram a amar a poderosa propinolândia  e renegaram o país chamado Brasil. Estes traidores contam com a conivência do Judiciário, contudo, não devem merecer o perdão das urnas porque é no voto popular que está a mais autêntica forma de julgar o político.

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