Contra padrões de gênero, mulheres raspam cabeça em praça de Maceió
Performance foi feita por estudantes de teatro na tarde desta segunda-feira (8). Trabalho foi registrado em vídeo e foto, onde posteriormente será feita uma exposição.

Fonte: Jonathan Lins, G1 AL
"Tire a minha moldura" foi um dos cartazes levantados durante ação Foto: Jonathan Lins/G1
Quebrar os padrões impostos pela sociedade em relação ao que é característico do gênero feminino. Esse foi o objetivo de estudantes do curso de teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) durante uma performance realizada na tarde desta segunda-feira (8), no centro de Maceió.
Mulheres com roupas pretas carregando objetos como bonecas, panelas, bolsas e batons. Em silêncio, elas se posicionaram na praça Dom Pedro II, onde aos poucos começaram a chamar atenção de quem passava.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/Z/G/iYxr5qRnS5DSJAyKJfAQ/whatsapp-image-2017-05-08-at-17.01.45.jpeg)
"Tire a minha moldura" foi um dos cartazes levantados durante ação (Foto: Jonathan Lins/G1)
Outras três, de branco, causaram mais estranhamento. De joelhos, tiveram seus cabelos pouco a pouco cortados, até ficarem carecas.
Segundo a idealizadora da apresentação nomeada de Sem Moldura, Rozebel Tenório, havia uma inquietude em relação aos padrões impostos pela sociedade em relação à mulher. "Há essa história de que mulher tem que usar rosa, mulher tem que usar salto alto, são muitas questões", explicou.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/05/08/raspa_cabelo_4.jpeg)
Cabelos foram raspados em ação de empoderamento à mulher (Foto: Jonathan Lins/G1)
Após o trio de branco ter a cabeça raspada, a performance passou a ser das mulheres de preto. Elas se dirigiram até o centro do palco da rua, onde começaram a remover os acessórios ditos como femininos e, logo após, se caracterizaram com trajes e objetos ditos como característicos do sexo oposto.
Boxeadora, jogadora de futebol, pedreira. Cada uma fez sua coreografia, algumas interagindo com a audiência, questionando o que a sociedade diz que só os homens podem fazer, e o que é determinado para as mulheres.
Apesar de ser composta principalmente por mulheres, a intervenção também teve a participação de homens do curso.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/05/08/raspa_cabelo_6.jpeg)
Mulheres participaram de ato contra padrões de beleza imposto pela sociedade (Foto: Jonathan Lins/G1)
"Achei comovente. Cortar os cabelos realmente foi algo incrível de se ver, foi o que me chamou mais atenção, me deixou espantado", falou o estudante Paulo Henrique dos Santos, 15.
Todo o trabalho foi registrado com fotos e filmagens pelo grupo e, como resultado prático, será montada uma exposição fotográfica. Além disso, os cabelos cortados durante a apresentação serão doados, segundo a idealizadora.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/05/08/raspa_cabelo_3.jpeg)
Mulheres rasparam cabelos em praça pública contra imposições sociais (Foto: Jonathan Lins/G1)


Comentários
Escreva seu comentário