JUSTIÇA

Acusado de matar mulher que defendeu irmã é condenado a 23 anos de prisão

Vítima era menor de idade e tinha um filho de dois anos; julgamento foi conduzido pelo juiz Vinícius Garcia, em Porto Real do Colégio


icon fonte image

  Fonte: Com Gazetaweb - Por Lívia Leão*

Julgamento foi conduzido pelo juiz Vinícius Garcia, nesta quarta-feira (18)

Julgamento foi conduzido pelo juiz Vinícius Garcia, nesta quarta-feira (18)   Foto: Reprodução/Divulgação/ASCOM

Postado : 19/11/2020

Jailton Alves Santos foi condenado a 23 anos de prisão pela morte Lorrane Marques Barros, ocorrido em janeiro de 2019, após a vítima defender sua irmã que estava sendo assediada pelo réu. O Tribunal do Júri da Vara de Porto Real do Colégio desta quarta-feira (18), foi conduzido pelo magistrado Vinícius Garcia Modesto.

De acordo com os autos, as irmãs estavam tomando banho de rio na zona rural de Porto Real do Colégio, em uma região conhecida como Prainha, quando Jailton Santos e um primo começaram a assediar as meninas, por volta das 11h. O primo do acusado teria aceitado o não das mulheres e parado com as investidas, enquanto Jailton continuava insistindo.

Horas mais tarde, já sob o efeito do álcool, o réu voltou a importunar a irmã da vítima e deu um tapa em suas costas quando foi rejeitado mais uma vez. Lorrane, na tentativa de afastá-lo de sua irmã, pegou um vidro no chão e o feriu na região dos lábios.

O réu ameaçou as jovens e saiu do local com seu primo. Minutos depois retornou sozinho e atirou cinco vezes contra Lorraine, que ainda estava tomando banho de rio. A vítima chegou a pedir para não ser assassinada. Segundo a irmã, Jailton só foi embora depois de ter certeza que tinha matado Lorraine.

A vítima era menor de idade e tinha um filho de dois anos. Após a decisão dos jurados, o magistrado Vinícius Garcia determinou que o réu, preso preventivamente desde fevereiro de 2019, cumpra a pena em regime inicialmente fechado devido à gravidade do crime. 

''O fato provocou clamor popular na população de Porto Real do Colégio, tanto pela idade da vítima, como pela motivação do crime. Além disso, logo após o fato, o acusado fugiu imediatamente no distrito da culpa. Assim, resta patente que sua segregação atende à necessidade de garantia da ordem pública e garantia de aplicação da lei penal'', disse. 

*Com informações da assessoria

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem